Eleições municipais
“Sem fazer demagogia com os setores oprimidos, o Partido da Causa Operária é um partido para as mulheres, os jovens e os negros lutarem por reivindicações revolucionárias”
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Izadora no lançamento da revista nº13 da revista João Cândido | Foto: Reprodução

É cada vez mais notório a presença de mulheres, jovens e negros dentro do Partido da Causa Operária, o Partido que tem um programa de reivindicações revolucionária para esses setores, agrupa sem fazer demagogia e possibilita que esses grupos atuem ativamente na organização partidária.

A candidata a vereadora Izadora Dias é um exemplo disso. Militante do PCO desde 2018, se interessou pela militância após participar da 1ª Conferência Nacional dos Comitês de Luta contra o Golpe e desde então começou atuar ativamente dentro do Partido. É coordenadora do coletivo de negros João Cândido, membro do Comitê Estadual de São Paulo e da Aliança da Juventude Revolucionária, colunista do Diário Causa Operária e na COTV. É ainda apresentadora dos programas: Tição – programa de preto, Reunião de Pauta e Primeiras Notícias.

Veja abaixo a entrevista que este Diário fez com a candidata:

Diário Causa Operária: Como está a sua campanha a vereadora?
Izadora Dias: Apesar de a minha candidatura estar indeferida por uma justificativa ridícula de que eu não estaria filiada ao PCO, pois a minha filiação não consta em um site da justiça eleitoral, a minha campanha está sendo feita normalmente. Nas panfletagens realizadas em Barra Bonita é evidente o apoio a nossa campanha pelo Fora Bolsonaro e Lula candidato, fizemos até mesmo um atividade pelo Fora Bolsonaro e a repercussão da foto que fizemos na Ponte Campos Salles, um ponto turístico com a faixa pelo Fora Bolsonaro, mostra que não existe isso de a cidade ser dominada por coxinhas, há muita gente de esquerda, muita gente que não se expressa por falta de uma atuação mais significativa da esquerda na cidade e por isso quero fortalecer o trabalho do PCO.

Material de campanha municipal de Barra Bonita

DCO: O PCO tem um programa nacional. A situação da população de Barra Bonita é igual à do resto do País?
ID: Sim, a situação de Barra Bonita não é diferente das outras cidades do Brasil. O desemprego, o aumento do custo de vida e a falta de perspectiva principalmente para a juventude é alarmante, a cidade perdeu muitas industrias e as duas grandes empresas da cidade já demitiram muitos trabalhadores e há ameaça de mais demissões.
Em relação a pandemia, os governantes de Barra Bonita agiram assim como os governantes genocidas por todo o País, não testaram em massa, não garantiram a quarentena para os trabalhadores e não equiparam o sistema de saúde para enfrentar o Coronavírus.

Ponte Campos Salles, símbolo turístico de Barra Bonita

 

DCO: Quais os principais pontos do programa do Partido?
ID: A questão do pleno emprego; redução da jornada de trabalho para 35 horas sem redução do salário; expropriação dos meios de produção; salário mínimo vital suficiente para garantir o sustento de uma família como: moradia, alimentação, saúde, higiene, cultural, lazer, educação, etc.

DCO: Como mulher, qual a sua luta e a luta do PCO para esse setor oprimido?
ID: A minha luta, assim como a luta do PCO, é em torno de um programa reivindicações para as mulheres trabalhadores, lutamos por igualdade econômica para as mulheres, creches, direitos garantidos para as mulheres que engravidam, aborto legal e gratuito em toda a rede pública, proteção e todo apoio a vitima de violência doméstica e sexual. E o Partido tem se dedicado ainda mais para incluir mais mulheres nas fileiras militantes do nosso partido, algo que considero muito importante dada a situação cada vez mais crítica das mulheres sob o golpe e sob um governo de extrema-direita .

DCO: E para a juventude?
ID: Nesse momento, a juventude do PCO tem atuado em torno da luta contra o EAD, que aumenta ainda mais a desigualdade entre os estudantes pobres e contra a volta às aulas sem vacina que coloca em risco toda a comunidade escolar. E, para além dessa luta em relação a pandemia, a Aliança da Juventude Revolucionária reivindica o fim do vestibular para um livre ingresso de todos na universidade, governo tripartite, fim das escolas pagas e das escolas militares.

DCO: Você é integrante do Coletivo João Cândido, o coletivo de negros do PCO. Conta um pouco sobre as atividades do coletivo.
ID: O coletivo se reúne regularmente para discutir as questões de interesse da luta do povo negro. O coletivo faz uma campanha ativa contra o sistema de repressão pedindo o fim da PM, tem uma imprensa negra que conta com a revista João Cândido e também apresenta semanalmente o Tição – programa de preto, em que é exposto a política dos negros do PCO.

DCO: O que o PCO propõe para a população negra?
ID: O PCO tem um programa de luta com reivindicações revolucionárias, como o fim da polícia militar, o fim dos presídios, criação de comitês de autodefesa, por exemplo. A luta contra o sistema de repressão é fundamental para o povo negro, já que é esse o setor mais atacado pelo Estado.

Faixa do coletivo João Cândido pelo Fim da PM em ato na Av. Paulista -SP
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