Entrevista do Vagner Crusco
A campanha de Bauru está indo de vento em popa, contra a intenção da burguesia local e do poder público que tenta naufragar a candidatura
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Ato na feira do rolo em Bauru | Foto: Arquivo DCO

O Partido da Causa Operária (PCO), dando sequência à série de entrevistas com seus candidatos às eleições de 2020, para prefeito e vereadores, entrevista agora o candidato a prefeito da Cidade de Bauru, no Oeste Paulista o companheiro Vagner Crusco.

Lembrando que estamos num processo eleitoral com a mais profunda situação antidemocrática, onde vários candidatos do partido e da esquerda em geral, como o PT, estão tendo candidaturas impugnadas por motivos aleatórios e sem justificação legal.

Diante da manipulação pela direita golpista e diante de um governo fascista, o partido está recorrendo até a última instância para garantir os direitos democráticos de concorrer às eleições.

A entrevista ocorreu com a apresentação do companheiro Vagner Crusco, candidato a prefeito de Bauru e foi perguntado sobre a atual situação dos trabalhadores em Bauru. O candidato Vagner colocou que a situação dos trabalhadores em todo o país está deplorável, e em Bauru foi fechado o prédio da justiça do trabalho, e que os sindicatos são patronais, e os trabalhadores estão desassistidos.

Dá como exemplo um supermercado que está demitindo vários empregados e não pagando horas extras e vale alimentação corretamente. Várias empresas estão demitindo e contratando em regime temporário e aumentou muito também o subemprego. Enfim, os trabalhadores estão sob a política neoliberal promovida pelo estado.

Perguntado como está sendo feita a campanha do PCO em Bauru, diz que é independente da eleição. Que é a mesma política do período anterior às eleições, e agora intensificaram a campanha para conscientizar a população, alertando que o socialismo é melhor que o regime atual e que é necessário combater esse regime. A disputa é muito acirrada, na distribuição de panfletos nas empresas, nas universidades e escolas e que a aceitação é muito boa por parte da população.

Mencionando que um quinto das candidaturas do PCO está sendo indeferida pelo judiciário, perguntamos se esse é o caso da candidatura dele. Ele diz que sim, inclusive as candidaturas de Marília, da companheira Lilian e de Botucatu também.

Refere-se a justiça de Bauru como sendo bastante conservadora e a atuação da direita bolsonarista é intensa. A sociedade pseudo conservadora quer garantir um regime de patronato e opressão contra a população e por esses motivos a candidatura foi impugnada, mas estamos em processo de recurso. Trata-se de atitude antidemocrática, ditatorial e o TSE não esclarece quais são os motivos para a impugnação. E mesmo assim a campanha continua ocorrendo normalmente.

Questionado se isso revela a fraude que são as eleições no Brasil, ele responde que sem dúvida. Comenta que nas últimas eleições ele participou como candidato a deputado federal e os votos foram sequestrados. Ele teve zero votos, nem o voto dele e dos familiares foram computados. 

Provavelmente os votos foram para candidatos que nem campanha fez. Houve casos em que pessoas foram eleitas sem que ninguém nunca tivesse ouvido falar da candidatura. Há a participação de pessoas do alto escalão e mais alto nível intelectual, como ocorreu no golpe de estado contra o PT e a Dilma. Que como defende, o partido é uma fraude só.

O companheiro Vagner foi solicitado a falar sobre sua militância e colocou as situações a seguir. Entrou no “movimento sem terra” (MST) em 2001 e em 2003 foi acampado na região de Promissão. Em 2005 foi assentado. Em 2010 foi para Bauru, por tratamento de saúde e acabou ficando em Bauru atuando como eletricista autônomo e montador industrial. 

Em 2017 não conhecia o PCO ainda e na campanha que fazia no MST contra o impeachment da Dilma, descobriu que o PCO estava com campanha coerente e consistente contra o golpe, inclusive alertando que a intenção era o ataque contra a população, destruir a indústria, ficar com nosso petróleo e recursos naturais.

Nesse momento decidiu entrar para o partido, através de seus militantes, e continuou na luta,  fazendo campanha pelo “Fora Bolsonaro”, contra o golpe, a burguesia entreguista e lesa-pátria, pela liberdade de Lula e sua candidatura em 2022. Diz que talvez logo tenhamos que fazer campanha por eleições gerais já. E que se ganharmos as eleições nessa situação será por intenção da burguesia de deturpar o marxismo.

Perguntado sobre o que será da atividade do PCO em Bauru após as eleições, ele nos diz. Pretendemos aumentar os esforços para o partido ser reconhecido como partido marxista e avançar a luta contra o golpe. Infelizmente os partidos de esquerda estão muito a reboque da direita, o que dificulta a luta. Também aumentará o número de militantes para fortalecer o movimento.

Nas considerações finais o candidato Vagner agradece a entrevista e convida a população a conhecer o partido pelas redes sociais, fazer cursos no sítio do partido. Informa que o PCO tem uma imprensa da classe trabalhadora funcionando 24 horas por dia. E convida a população a vir para a luta contra o golpe junto ao PCO e pela revolução.

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