Eleições do PCO
Cidade de Macaé tem candidato a prefeito pelo PCO. Mais uma opção de luta da classe trabalhadora
Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
jonas
Jonas Vicente é o representante do PCO nas eleições em Macaé, RJ | Foto: Arquivo

O companheiro Jonas, 28 anos, natural do Rio de Janeiro, morador de Macaé e ex-operário de fábrica é o candidato do PCO à prefeitura da cidade litorânea de aproximadamente 250 mil habitantes.

O DCO entrevistou o candidato a prefeito da cidade de Macaé, estado do Rio de Janeiro. Abaixo você confere a entrevista completa.

DCO: Como você conheceu o partido?
Jonas: Entre 2017 e 2018 o PCO apareceu bastante na internet na luta contra o golpe. E eu via o partido como um organismo de ação, diferente dos outros partidos que aparecem na televisão e são mais conhecidos pela população. Como eu não tinha escutado muito sobre o partido, mas sempre via o partido em confronto – inclusive físico – contra manifestantes da direita, eu vi ali um partido que me representava, foi então que entrei para o PCO.

DCO: O que fez você ser um porta-voz do programa do partido em Macaé?
Jonas: Eu não esperava ser candidato porque aqui na cidade o partido é pequeno e tem pouca militância. Aceitei a proposta do PCO para que a população tenha a oportunidade de conhecer melhor o partido. Mesmo que as eleições sejam completamente controladas pela burguesia.

DCO: Qual a percepção da população de Macaé em relação à campanha do PCO? Como elas recebem o programa do partido?
Jonas: Macaé é uma cidade com uma forte classe média. Com uma economia que cresceu em torno da indústria do petróleo, ela possui altos funcionários da Petrobrás, donos de construtoras, hotéis e comércios diversos. A maioria dessas pessoas é direitista e pró-bolsonaro. São elas que promovem os políticos da cidade. Chico Machado, um grande proprietário de terras na região é um dos candidatos, Welberth Rezende e outros tantos donos de comércio na orla, altos funcionários ou filhos de altos funcionários da Petrobrás. Todos apoiados por essa classe média. Por outro lado, existe a população que, assim como eu, precisam se virar e trabalhar de garçom, em mercado e posições com baixos salários. Essas pessoas lembram com carinho da época em que o PT esteve no governo e recebem bem o programa do partido para as eleições com as palavras de ordem Fora Bolsonaro e Lula Presidente.

O candidato do PT aqui na cidade, Igor Sardinha, tem ganhado muita força.

DCO: Muita gente em Macaé usufruiu do bem-estar social da época da valorização da Petrobrás pelo Governo Federal.
Jonas: Sim. Muita gente. Tudo de bom que veio para a cidade veio através do petróleo da Petrobrás. Nos anos 80 e, posteriormente, na era PT, o petróleo impulsionou a economia na região.É muito contraditório que essa classe média queira a privatização da empresa. A classe dominante patrocina candidatos, que, por sua vez, vão até as comunidades do povo pobre e as contratam para balançar bandeira de candidatos que irão continuar esfolando a população.

Muitas pessoas foram demitidas durante a pandemia, inclusive eu fui uma dessas pessoas. Existe muita gente vivendo somente do auxílio emergencial e elas vão receber 50, 60 reais para balançar bandeira de políticos da direita.

DCO: Além da classe média que apoia a burguesia local de Macaé, você vê alguma parte dessa classe média que se identifica com a esquerda, com a candidatura de Lula, contra Bolsonaro? E na classe mais pobre?
Jonas: Na classe média são raríssimas exceções. Você vai encontrar pouca gente que apoia Lula ou uma candidatura de esquerda. Na população pobre existe muita gente que estão apoiando a direita. Alguma coisa fez os trabalhadores que ganham muito pouco acreditarem que a privatização da Petrobrás é bom.

Um exemplo do quanto é ruim a privatização ocorreu recentemente no Amapá, com o apagão geral que o Estado precisou intervir para resolver. Defendemos que a Petrobrás precisa voltar a ser 100% estatal , assim como Eletrobrás, Embraer e todas as empresas estratégias. Sem elas estatizadas não há como retomar a economia.

DCO: Qual atividade do partido está sendo feita durante a campanha em Macaé?
Jonas: Tenho conversado com familiares, parentes, amigos e ex-colegas de trabalho. Eu sempre digo que eu não sou candidato para vencer eleição. É impossível, visto que há vários candidatos com muito dinheiro prometendo várias coisas e comprando voto de várias formas.

Meu papel é propagandear o programa do partido e educar politicamente a população para as armadilhas das eleições.

DCO: Alguma consideração final?
Jonas: De 4 em 4 anos é a mesma coisa, não muda nada. Eu sou um trabalhador comum, assim como meus colegas garçons da orla, o pessoa da obra em que trabalho, sou igual a eles e não vou engana-los. Nunca tive interesse em ser candidato a nada, mas aceitei por acreditar na proposta. O PCO não tem os recursos que a burguesia tem para a campanha, porém é o único partido que representa a classe trabalhadora.

Compartilhar no facebook
Compartilhe no seu Facebook!
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
WhatsApp
Compartilhar no telegram
Telegram
Compartilhar no email
Email
Compartilhar no reddit
Reddit
Compartilhar no facebook
Compartilhe
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
Relacionadas