Candidatos do Rio de Janeiro
Leia a entrevista na integra do candidato à vereança pelo PCO no Rio de Janeiro.
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David
David Macedo, militante e Candidato à vereança pelo PCO. | Foto: David Macedo

Diário Causa Operária: Hoje vamos entrevistar o companheiro candidato à vereança David Macedo. Eu gostaria que você começasse falando um pouco sobre você, sua profissão, o que você faz?

David Macedo: Meu nome é David Macedo, tenho 32 anos, sou engenheiro agrônomo de formação. Iniciei meus estudos na agronomia em 2008; aí complementei com o mestrado, depois terminei o doutorado, recentemente, em fevereiro desse ano.

Diário Causa Operária: Sim, sim. E como foi que você conheceu o PCO, qual foi seu primeiro contato?

David Macedo: Eu já… num determinado período da faculdade eu… sempre conversei sobre política, sempre me interessei, sempre me considerei um “cara de esquerda”. E, numa determinada conversa, um amigo me disse que eu era um comunista e não sabia. Desde então, eu comecei… comprei livros do Marx e não parei mais. Realmente, eu me encontrei no marxismo, na filosofia marxista. Daí em diante, intensifiquei meus estudos e mantenho essa rotina há um bom tempo. Bom, depois do Golpe de Estado de 2016, me senti na obrigação de atuar de forma organizada e acabei passando por uma corrente do PSOL, a Esquerda Marxista. Só que eu não conhecia o PCO de fato, eu sabia que o PCO tinha as propagandas “Quem bate cartão, não vota em patrão”, e sempre achei o PCO um partido formidável, mas nunca tinha tido contato com o PCO. No momento, o que estava mais próximo para mim era essa corrente. Eu fiquei três meses, no máximo quatro meses. Tive grandes divergências, principalmente quanto à questão da liberdade do ex-presidente Lula e ao posicionamento sectário do grupo. Eu saí justamente por começar a acompanhar às análises do companheiro Rui Costa Pimenta. Desde então, me encontrei de uma forma… da melhor forma possível no Partido da Causa Operária.

Diário Causa Operária: Ah, sim. Então você conheceu o partido pelas análises do Rui?

David Macedo: Exatamente.

Diário Causa Operária: E o porque da sua candidatura pelo partido da Causa Operária? Como é que é decidida a candidatura? Eu gostaria que você falasse um pouco sobre isso.

David Macedo: Eu vejo a candidatura no Partido da Causa Operária como uma oportunidade de denunciar o caráter antidemocrático das eleições, o aprofundamento do Golpe de Estado, e uma maneira de colocar o programa do partido e a defesa dos interesses da classe trabalhadora de conjunto, utilizando as eleições como uma tribuna, assim como tantas outras existentes.

Diário Causa Operária: Entendo, eu gostaria de perguntar um pouco sobre como é a militância do partido aí no Rio de Janeiro, como acontecem as atividades, como é a receptividade da população. Eu gostaria que você falasse um pouco sobre isso.

David Macedo: A militância num partido como o PCO, um partido revolucionário, é muito construtiva, pois, além de desenvolver culturalmente e intelectualmente o militante, ela permite que o partido tenha uma atuação de fato diante das questões concretas, seja no movimento operário, seja nos movimentos populares. O PCO tem uma grande receptividade nas ruas; é muito comum que as pessoas se aproximem da gente e nos elogiem, digam que o PCO é um partido realmente de luta, um partido que luta contra o Golpe e coloca realmente em prática uma política combativa. Desde que o PCO denunciou que estávamos sob um Golpe de Estado, o partido tem atraído muita atenção, justamente dos setores mais combativos da esquerda. Em razão disso, a gente tem encontrado um campo fértil para semear a nossa política e agrupar os setores mais combativos em torno do partido.

Diário Causa Operária: Inclusive, tocando nessa questão, a juventude do partido no Rio de Janeiro é muito grande. É uma parte expressiva da militância e é uma parte bem ativa. Você que é mais velho mas convive com os jovens do partido. Qual é a experiência de militar com a juventude, como que você vê esse crescimento da juventude dentro do partido?

David Macedo: De fato, a juventude é revolucionária por excelência. O jovem tem mais energia, mais disposição à lutar, é menos permeável às pressões mundanas da sociedade burguesa. Então, ele se predispõe a uma luta mais árdua, ele se doa mais pelo partido. Nesse sentido, eu vejo a juventude do PCO como um grupo, um setor de grande importância na construção do partido revolucionário, na formação de quadros e no próprio desenvolvimento do partido. Eu vejo que há uma grande diferença entre os partidos de esquerda, onde o PCO realmente aposta na juventude do partido e coloca sua juventude em formação o tempo inteiro. Isso é uma coisa primordial, coisa que a esquerda não faz. Em geral, os partidos de esquerda sempre mantém aquela burocracia mais velha, mais acomodada na direção do partido, nas instâncias onde se tem maior controle. No PCO é diferente; a juventude está sempre impulsionando o partido à frente.

Diário Causa Operária: Sim, é isso mesmo. Eu gostaria que você comentasse um pouco mais sobre a expectativa do companheiro e do partido para as eleições. Você disse que as eleições são uma tribuna para denunciar as eleições, que são antidemocráticas, têm muita censura como a gente sabe. Qual a expectativa do partido com a campanha eleitoral?

David Macedo: A expectativa do PCO com a campanha eleitoral é a de agrupar os setores mais combativos, expandir a militância do partido, promover o crescimento do partido e utilizar desse tribuna, como eu disse anteriormente, como uma maneira de expressar as demandas dos setores mais oprimidos, dos camponeses, dos trabalhadores da cidade; desenvolver uma luta ainda mais enérgica, mais combativa; atraindo os setores mais combativos para derrubar o golpe de Estado, derrubar o governo fascista do Bolsonaro e promover o crescimento do partido. Uma coisa que o partido critica muito a esquerda é que, em geral, os setores da esquerda pequeno-burguesa costumam estrangular a luta política com o sofisma da administração do Estado. O PCO não se predispõe a administrar essa massa falida do Estado. O objetivo do PCO é mudar a correlação de forças políticas. Nesse sentido, nós usamos as eleições para agrupar os setores mais combativos para que a população, os setores mais oprimidos, avancem contra o domínio da burguesia sobre o Estado.

Diário Causa Operária: Essa é a expectativa do Partido. Então o propósito das eleições ara o partido seria um propósito de luta em meio a tanta censura, em vários indeferimentos do partido. Qual é a resposta que o partido está dando para toda essa censura, esses indeferimentos de candidaturas? Como o partido está lidando com essa situação?

David Macedo: Dentro dos limites legais, o partido tem entrado com recursos; até porque, em muitos casos os indeferimentos são completamente arbitrários. Os cartórios têm se recusado a registrar nossas candidaturas, justamente pelo partido ter defendido a liberdade do ex-presidente Lula, o restabelecimento dos seus direitos políticos e a luta pelo Fora Bolsonaro; isso nos trâmites legais. Mas, fora dos trâmites legais, nós mantemos a luta, uma luta dia a dia mesmo com as candidaturas indeferidas, até porque nós entramos com recurso.

Diário Causa Operária: Agradeço a entrevista. Muito obrigada, candidato, pela disposição.

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