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Estado à venda

Entreguista, governo Bolsonaro leiloa 22 aeroportos

Concessão ou privatização por prazo determinado? A estratégia é de emprestar o patrimônio público à iniciativa privada para aumentar os lucros, à custa do empobrecimento do povo

Tempo de Leitura: 2 Minutos

Aeroporto Guarulhos, em São Paulo – Foto: Agência Brasil

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Nesta quarta-feira (7) o governo federal realizou a 6ª rodada de concessões de aeroportos, que é parte da agenda de privatizações totais, anunciada em campanha eleitoral. A campanha para privatizar tudo. Pretende garantir 10 bilhões de reais em investimentos privados.

Ao todo são 22 aeroportos divididos em três blocos, Norte, Centro e Sul. Os vencedores supostamente deverão investir seis bilhões ao longo dos 30 anos das concessões. Esses aeroportos representam 11% do tráfego nacional em condições normais e são 24 milhões de passageiros por ano.

Ainda esta semana está prevista a privatização da Ferrovia Oeste-Leste (Fiol) e mais cinco portos no Rio Grande do Sul e Maranhão, conforme noticiado pelo Jornal Brasil 247.

 O bloco Norte foi arrematado pelo grupo francês Vinci, que opera o aeroporto de Paris, Charles De Gaulle, e o de Salvador (BA), pelo lance de 420 milhões de reais. Fazem parte do lote os aeroportos de Manaus, Tabatinga, Tefé (AM), Porto Velho (RO), Boa Vista (RR), Cruzeiro do Sul e Rio Branco (AC).

Esse bloco tem proximidade com a Guiana Francesa, que dispõe de voos diretos para Paris, na França, e pelo aeroporto de Manaus (AM) é que boa parte das exportações da Zona Franca de Manaus acontecem. Não é pura coincidência terem vencido esse lote.

O Bloco Centro e o Sul foram arrematados pela Companhia de Participação em Concessões, empresa do grupo CCR. Entre eles estão os aeroportos de Curitiba, Londrina, Bacacheri e Foz do Iguaçu (PR), Joinville (SC), Pelotas, Bagé e Uruguaiana (RS), também os de Petrolina, Palmas, São Luiz, Teresina e Goiânia.

Ainda sem a retomada do crescimento econômico e da geração de emprego, o governo ilegítimo de Jair Bolsonaro vende o patrimônio do povo brasileiro sem cerimônias, sem consultar o povo para saber se concorda com essas vendas, melhor dizendo, com a entrega do Estado a preço de banana.

Essas concessões são apenas um nome bonito para privatização, só que por tempo determinado, no caso, 30 anos, e quando o prazo vencer fazem novas concessões, ou entregam de vez antes mesmo disso. Enquanto isso, o Estado perde a arrecadação das tarifas operacionais, que beneficiarão os vencedores das licitações, garantindo os negócios lucrativos para as empresas privadas.

Ou seja, o Estado perde e as empresas privadas ganham. Essa é a essência da política neoliberal, reduzir o tamanho e a influência do Estado, transferindo negócios montados e prontos para faturamento da iniciativa privada. Negócio de pai para filho, conforme o jargão, onde sem investir na construção e adequação da atividade, pegam tudo pronto para aumentar os lucros. Como citado na imprensa golpista Folha de S. Paulo, dizendo que o mercado tem apetite pelas concessões. E é claro que sim, a lucratividade compensa, e o risco é zero.

Está faltando por parte dos partidos de esquerda se oporem, nas ruas, contra a essa entrega do patrimônio público à iniciativa privada. Os prejuízos são claros para o povo trabalhador, e a classe burguesa segue lucrando cada vez mais, mesmo na crise econômica e na pandemia. É hora do povo se pôr nas ruas contra essa pauperização, fome e miséria que vem crescendo nitidamente.

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