Entreguismo: tribunal libera leilão golpista da Eletrobras

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Da redação – Na tarde desta segunda-feira (20), o presidente do TST (Tribunal Superior do Trabalho), ministro João Batista Brito Pereira, suspendeu uma liminar que impedia a privatização de subsidiárias da Eletrobras. A liminar que estava bloqueando a privatização tinha sido concedida pela Justiça do Trabalho do Rio de Janeiro. A AGU (Advocacia Geral da União) tinha pedido a anulação da liminar na sexta-feira (17). A batalha jurídica começou quando as federações de trabalhadores da Eletrobras recorreram contra as privatizações.

Embora as contestações nos tribunais tenham impedido momentaneamente a venda do patrimônio nacional, a justiça golpista está tomada pela direita, como já demonstrou em diversas oportunidades, e portanto era uma questão de tempo até que autorizassem a entrega da Eletrobras. Um dos principais objetivos é justamente entregar as riquezas nacionais para o imperialismo, que impulsionou e patrocinou o golpe que derrubou Dilma Rousseff em 2016.

O argumento dos trabalhadores na justiça era que a privatização coloca em risco seus empregos. Para suspender a liminar, o presidente do TST argumentou que essas garantias devem ser invocadas no “momento próprio”, ou seja, quando estiverem perdendo o emprego. Além disso, João Batista Brito Pereira alegou em sua decisão que a liminar gerava “insegurança jurídica” do ponto de vista dos compradores. Ou seja, demonstrou mais uma vez o caráter de classe de uma justiça a serviço dos grandes capitalistas, principalmente estrangeiros, contra a massa de trabalhadores.