Entreguismo a Jato: Parente quer vender refinarias da Petrobrás

refinarias

Golpistas seguem entregando o patrimônio nacional. A Petrobrás anuncia a venda do controle de quatro refinarias, e a imprensa golpista anuncia: “parte do seu programa de parcerias e de desinvestimento”, ora parcerias com quem? Com as multinacionais donas do petróleo no mundo? E desinvestimento? Deixar de investir na própria nação e acabar com a indústria nacional?

Desde 2016, a Petrobrás vem executando um programa golpista de ajuste financeiro e de redefinição de prioridades sob a liderança de seu atual presidente, o tucano Pedro Parente, ex-ministro de Minas e Energia, durante o governo entreguista de FHC, quando ficou conhecido como “ministro do apagão”.

Agora, os investimentos estão sendo programados de acordo com novas prioridades e objetivos do capital financeiro internacional interessado no petróleo brasileiro que acredita que as palavras do economês da moda tais como: eficiência, produtividade e resultados, vão enganar o povo brasileiro.

A Petrobrás vem se desfazendo de ativos com a desculpa de que “não estão nos seus planos prioritários, para obter recursos adicionais que lhe permitam reduzir o nível de endividamento e os investidores em geral consideram prudentes”. E assim se desfazendo aos poucos de uma das maiores empresas de petróleo do mundo, roubando o Brasil na cara dura.

Na nova etapa de abertura do setor, que ocorre duas décadas depois da extinção do monopólio pela Petrobrás da exploração e produção de petróleo, a empresa venderá 60% de sua participação em refinarias dos polos do Nordeste e do Sul. Isso significa a venda do controle das refinarias de Landulpho Alves, na Bahia; Abreu e Lima, em Pernambuco; Alberto Pasqualini, no Rio Grande do Sul; e Presidente Getúlio Vargas, no Paraná.

A venda das duas primeiras refinarias, no polo Sul, que respondem por 18% da capacidade de produção da estatal, incluirá 7 terminais e 9 dutos. No caso das refinarias do Nordeste, que concentram 19% da capacidade de refino, a venda incluirá 5 terminais e 15 dutos.

A Petrobrás pretende concluir a modelagem do processo em três semanas. A conclusão do negócio, porém, levará mais tempo, pois o plano terá de ser aprovado pelo conselho de administração da empresa. “Não é (um processo) simples. Vai levar todo o ano, com certeza”, previu Pedro Parente.

“A projeção da evolução do mercado doméstico de combustíveis nos próximos anos deve ser um dos principais atrativos para as empresas privadas. O mercado brasileiro de derivados de petróleo é o sétimo maior do mundo e, de acordo com previsões da Petrobrás, deve crescer ao ritmo de 1,8% ao ano até 2030.“

O golpista jornal Estadão afirma ainda que nos últimos anos a empresa foi utilizada para engordar cofres de partidos e de políticos, fazendo deste o principal motivo para o desmonte da Petrobras, justamente, para justificar que a empresa e as riquezas minerais do Pais sejam usadas para engordar as contas dos especuladores internacionais.

Faz parte do entreguismo a jato, sucatear, dizer que está dando prejuízo e vender o mais rapidamente possível para que o povo nem perceba que já foi roubado.

Devemos denunciar cada golpe dentro do golpe, senão seguiremos rumo a um futuro tenebroso em que os golpistas imperialistas querem sugar tudo que for possível e no menor tempo necessário para acabar com as riquezas do Brasil.

Combater o golpe de Estado, a prisão de Lula, o impeachment de Dilma e a intervenção militar no Rio de Janeiro é a atividade central para a classe operária impedir que essas destruição dos bens nacionais seja levada à termo. Mobilizações massivas, como a mobilização a Curitiba, no próximo dia 1 de Maio e uma greve geral dos trabalhadores, são cada vez mais imperativas para a derrota dos golpistas e essa política de destruição.