Trabalhar sem exploração
Dando um basta na exploração, entregadores desenvolvem projeto de forma de trabalho, com o objetivo de acabar com o monopólio dos capitalistas
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Manifestação dos entregadores na avenida Paulista | Foto: Reprodução

Com a exploração das gigantes startups cada vez mais em ritmo de escravidão sobre os entregadores, motoboys do Entregadores Antifascistas inovam, se articulando para construir uma nova forma de trabalho, com o foco em melhores remunerações e sem patrão.

Depois da paralisação dos trabalhadores no “Breque dos Apps”, contra os aplicativos como Ifood, Ubereats, Rappi e Loggi, integrantes do grupo estão colocando em prática a construção de uma cooperativa. Em entrevista para o Brasil de Fato, um dos entregadores da iniciativa, Álvaro Pereira, informa que uma frente de trabalho auto-organizada pelos motoboys sempre esteve no horizonte dos Entregadores Antifascistas. Com o incentivo das paralisações, os primeiros passos da “Despatronados”. começaram a ser trilhados.

O coletivo de entregas, até o momento, conta com 15 motoboys que atuam por fora dos aplicativos e apenas no Rio de Janeiro. Pereira chama a nova ideia de “protocooperativa”, onde um site – já existente – direciona o cliente para um número de WhatsApp, onde os entregadores monitoram. É uma base para saber o que eles vão enfrentar pela frente. Ele ainda reitera afirmando que “a ideia do cooperativismo se faz mais do que necessária no momento.”

O grupo, que também conta com apoio voluntário de programadores e estudiosos do cooperativismo de plataforma para avançar no projeto, tem recebido retorno positivo de outros entregadores. Sobre a tragicômico comercial do IFood em pleno horário nobre, Álvaro Pereira declara que ”É mentira isso! Se eles dessem direito pro entregador, não haveria necessidade de uma segunda greve. Não haveria necessidade de gastar tanto para comercial em horário nobre. Esse dinheiro poderia, por exemplo, ser revertido pro entregador, para compra de equipamento de EPI em meio à pandemia.”

Já está em curso, uma uma articulação para que uma nova paralisação contra os apps aconteça no início de setembro, concentrando os motoboys na Praça dos Três Poderes, em Brasília. A ideia, que já conta com grande apoio dos trabalhadores que atuam na capital federal, é que os custos do deslocamento coletivo sejam bancados por meio de uma arrecadação virtual.

A verdade é que estamos vivenciando um momento em nosso história, onde a classe trabalhadora está se despertando para a consciência de classe, uma vez que o povo não precisa dessa burguesia detentora dos meios de produção, mas é o contrário.

A iniciativa dos entregadores expressa a tendência quase que natural na sociedade da população de se opor ao capitalismo monopolista, representado por essa meia dúzia de startups exploradoras. O mundo caminha para um modo de produção de economia sob o controle dos trabalhadores, pois a economia atual é totalmente irracional e não tem a ver com a satisfação e necessidades das pessoas.

Do ponto de visto político, tem sido inviável a regulamentação da classe, pois o lobby dessas empresas tem sido cada vez mais intenso no meios dos parlamentares, que deveriam trabalhar para o povo. Por essa razão, é extremamente necessário que a categoria se mobilize contra a exploração que sofrem cotidianamente.

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