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Aborto não é urgência
Entidades femininas denunciam suspensão do direito ao aborto nos EUA
Governadores do Texas e Ohio, a  ordenaram a suspensão de abortos nas clinicas e hospitais pela necessidade de leitos e equipamentos médicos durante a Pandemia.
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Aborto não é urgência
Entidades femininas denunciam suspensão do direito ao aborto nos EUA
Governadores do Texas e Ohio, a  ordenaram a suspensão de abortos nas clinicas e hospitais pela necessidade de leitos e equipamentos médicos durante a Pandemia.
Planned Parenthood, Organização e assistência á saúde. Foto : divulgação
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Planned Parenthood, Organização e assistência á saúde. Foto : divulgação

A falta de leitos hospitalares nos Estados Unidos para receber os doentes do Coronavírus levou os estados do Texas e Ohio a  ordenarem a suspensão de todos os abortos nas clinicas e hospitais por se tratarem de “procedimentos não urgentes”, segundo os governantes. O governador republicano do Texas, Greg Abbott, alegou também que um dos motivos também seria a necessária disponibilização dos equipamentos de segurança para os profissionais de saúde que atuam nos hospitais.

A ordem foi seguida de lei que prevê penas de até 180 dias de prisão e multa de US$ 1.000 para quem descumpri-la. O procurador- geral Ken Pxton enviou mensagens a três clínicas de aborto ordenando que aplicassem a medida com a única exceção daqueles casos em que a mulher corre perigo de morrer.

As entidades que defendem o direito das mulheres ao aborto denunciaram a ordem como uma manobra “ ideológica” pois o aborto é um procedimento imediato que não pode esperar.

“Não surpreende ver este procurador-geral usar qualquer desculpa para avançar sua agenda ideológica”, disse Kathy Miller, presidente da associação local de defesa do aborto Texas Freedom Network.

Afirmam ainda que adiar intervenções significa negar o direito constitucional da mulher em tomar decisões, uma vez que a janela de tempo indeterminada pela ordem de suspensão levará as mulheres a tomarem decisões sem a segurança necessária para a execução do aborto.

As clínicas que são gerenciadas pela Planned Parenthood, organização sem fins lucrativos que fornece assistência à saúde reprodutiva nos Estados Unidos e no mundo, manifestaram-se em comunicado que seguirão as ordens, no entanto afirmam que “os abortos são procedimentos médicos essenciais e urgentes”.

A crise e a ausência de uma política governamental para a saúde estão servindo cinicamente para a direita avançar sobre o direito das mulheres.