Siga o DCO nas redes sociais

O direito à tecnologia nuclear
Enriquecer urânio para desenvolver armas nucleares é um direito do Irã
O Irã tem o direito legítimo de levar adiante seu programa nuclear, seja para uso em programas civis ou medicinais, seja para a fabricação de armas atômicas
iranuclear620
O direito à tecnologia nuclear
Enriquecer urânio para desenvolver armas nucleares é um direito do Irã
O Irã tem o direito legítimo de levar adiante seu programa nuclear, seja para uso em programas civis ou medicinais, seja para a fabricação de armas atômicas
“Foto – Reprodução” – O programa nuclear iraniano é legítimo e deve ser mantido
iranuclear620
“Foto – Reprodução” – O programa nuclear iraniano é legítimo e deve ser mantido

Muito poucas informações se tem a respeito do programa nuclear iraniano. O que chega como informação normalmente são fatos distorcidos, inverossímeis, propositalmente deturpados pelas agências de notícias ocidentais, a maioria delas alinhadas à maquina de calúnias, mentiras e  desinformações das potências imperialistas, cujos governos se colocam hoje como adversários, ou abertamente inimigos, do atual regime iraniano.

Poucos sabem, mas foi ainda na década de 50 do século passado que o Irã começou a desenvolver seu programa nuclear, ajudado por ninguém menos do que os Estados Unidos. À época, o País Persa vivia sob o medo e terror da ditadura monárquica do Xá Mohammad Reza Pahlavi, que esteve no torno de 1941 até a derrubada da monarquia autocrática, em fevereiro de 1979, depois de uma revolução popular que escorraçou do poder o monarca apoiado pelos principais países do ocidente.

A escalada de hostilidades contra a nação iraniana por parte do ocidente, portanto, tem muito pouco a ver com o programa nuclear em si do País, mas está diretamente associada à oposição que o regime dos “Aiátolas” representa aos interesses estratégicos e geopolíticos e, obviamente, à perda  de hegemonia do imperialismo na região, motivada, principalmente, pela vitória das massas iranianas em 1979, expulsando do comando do País, um dos principais aliados do ocidente na conturbada e instável região do Oriente Médio.

As ameaças e a intensa pressão que o imperialismo mundial vem tentando impor ao regime iraniano no sentido de que este não só limite seu programa de enriquecimento de urânio a níveis permitidos e determinados pelas potências ocidentais (Estados Unidos, França, Inglaterra, Alemanha), mas que impeça também a fabricação de armamentos nucleares, não é outra coisa senão deixar o País – que detém a segunda maior reserva de petróleo do planeta – completamente a mercê das chantagens e dos interesses de rapina do imperialismo e do grande capital, representado pelas grandes corporações que controlam o comércio internacional de petróleo.

Desta forma, a luta que se trava hoje no tabuleiro político mundial nada tem a ver com considerações de natureza abstrata sobre o caráter político deste ou daquele regime de um determinado país, se existe ou não democracia, respeito aos direitos humanos, soberania, ou coisa do gênero, mas se trata de um embate de vida ou morte entre imperialismo e anti-imperialismo, entre países opressores e países oprimidos. Este é o problema-chave da situação mundial. Os países que romperam seus vínculos e suas alianças com as nações poderosas do Ocidente, que decidiram não mais se submeterem ao jugo do grande capital imperialista e que levam adiante a luta pela sua emancipação, pela sua auto-determinação, estão todas neste momento sob a ameaça e a pressão do imperialismo e sua máquina militar de guerra, sangrenta, cruel, impiedosa e assassina.

Diante deste quadro de elevada tensão, todos os países, povos e nações que estejam em situação de ameaça têm o direito legítimo de se defenderem, da forma como melhor lhes convierem, seja através do uso de armamento convencional ou nuclear. No caso particular em questão, o Irã e seu povo nada mais fazem do que exercer o direito legítimo de disporem da tecnologia nuclear, do enriquecimento do urânio em percentuais que lhe permita desenvolver armas atômicas, ou para fins civis, pacíficos e medicinais, como afirmam as autoridades iranianas em relação à finalidade precípua do seu programa nuclear.