“Ciência” golpista
Após muita demagogia, burguesia decidade assassinar a população com reabertura das escolas no pior momento da pandemia.
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Apenas a mobilização derrotará estes ataques. | Reprodução
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Apenas a mobilização derrotará estes ataques. | Reprodução

A verdadeira “ciência” da burguesia golpista foi colocada em prática. Após meses de muita demagogia em torno da chamada “guerra da vacina”, é justamente o líder do setor mais perigoso e reacionário (embora se venda como “humanitário”) dos golpistas, João Doria, que decidiu impulsionar a todo vapor o genocídio contra toda a população.

A “ciência” golpista

Estado com maior número de casos de contaminados pelo novo coronavírus, São Paulo hoje tem mais de 1.900.000 casos de coronavírus, enquanto os mortos ultrapassam os 56 mil.  Não há nenhum dado que indique a diminuição da pandemia, muito pelo contrário, o estado de São Paulo e o Brasil bateram todos os recordes de mortes na última semana, superando aquilo que era chamado como “pico da pandemia”.

É justamente em meio a toda esta catástrofe, que o governador fascista João Doria se lançou em uma intensa campanha genocida pela retomada das aulas presenciais em todo o estado.

Pouco tempo se passou, e os resultados desta campanha se mostraram rapidamente. Segundo levantamento da Apeoesp, o maior sindicato de professores de todo país, o número de casos de coronavírus em São Paulo disparou, e chegou a 329 em 186 escolas do estado.

Estes dados foram computados com base nos resultados divulgados até domingo (14), onde 329 casos foram confirmados entre professores da rede pública de São Paulo. Segundo o mesmo levantamento, desde o início do planejamento de volta às aulas no estado, em 1º de fevereiro, o número de casos já havia disparado, tendo no dia 8, uma semana depois, 209 casos detectados.

Se por um lado os professores estão sendo contaminados, a juventude e o público infantil foi um dos principais afetados. De acordo com dados divulgados dos hospitais paulistas, as redes infantis como Cândido Fontoura, Darcy Vargas e Menino Jesus, todos da capital, registraram um forte aumento de internações de crianças com coronavírus.

Genocídio da juventude

O mesmo balanço mostra que este é o maior número em relação as crianças desde o mês de dezembro, atingindo mais de 30 internações em uma semana. Outros hospitais da região metropolitana e no interior, também revelaram um aumento nas internações, como também na procura de atendimento de saúde para crianças.

Esta situação mostra o profundo genocídio que está sendo cometido. O exemplo é visto por todo o mundo. No Reino Unido, por exemplo, o aumento grave de internações de crianças também se deu após a reabertura das escolas. Neste ano de 2021, foram registradas 100 internações em uma única semana, sendo que até o momento, o público infantil foi o menos afetado gravemente pela pandemia.

No Brasil, é justamente Doria, o “homem da vacina” que impulsiona esta campanha. No restante das regiões, todos os governos “científicos” se juntaram ao completo genocídio da população. Enquanto São Paulo reabre a todo vapor, com muita demagogia em torno das “medidas de segurança”, o governo estadual de Santa Catarina decidiu por deliberar a reabertura das escolas com 100% de ocupação, sem distanciamento algum, deixando as claras que não há interesse algum em proteger o povo da contaminação e da morte.

Toda esta política de nada difere da política seguida por Jair Bolsonaro, colocado como o “mal maior” pelos defensores de uma frente ampla que inclui os mesmos que hoje apoiam a total reabertura da economia e a volta às aulas em todo país.

É vida ou morte, para os lucros da burguesia

O problema central nesta retomada, é visto pela burguesia não com nenhuma base dita “científica”, mas sim com um claro interesse econômico. Após quase um ano de escolas e universidades paralisadas, a burguesia que já atravessa uma profunda crise do capitalismo, impulsiona a todo custo a reabertura destas instituições, como forma de dar novo fôlego a falida economia.

Para a burguesia é uma questão de vida ou morte, mas não do povo em si, e sim da manutenção de seus lucros. Por outro lado, a juventude e as crianças são sacrificadas, bem como os professores e toda a população trabalhadora, que é jogado em meio a pandemia, no seu maior grau de desenvolvimento em toda história do país, para sustentar a economia burguesa.

Não há plano algum de contenção da pandemia, nunca houve. Do desespero e da repressão do isolamento e lockdown, a burguesia lançou-se na propaganda de uma vacina milagrosa, e João Doria buscou crescer fazendo demagogia com o único intuito de promover sua candidatura a presidência em 2022.

Sem vacina e com ainda mais mortes

Toda esta operação de marketing, apenas serviu para deixar ainda mais claro que não há vacina alguma para a população. Após um mês do grande show de demagogia de João Doria, no qual anunciava o início da vacinação, nada foi feito, e a esmagadora maioria da população sequer sabe quando receberá a primeira dose da vacina coronavac.

Ainda mais, a própria vacina anunciada se mostrou ineficaz, demonstrando que a política da burguesia nunca foi de proteger a população.

Agora, com uma vacina inexistente, após uma intensa política de reabertura e estando no maior nível de proliferação e mortes envolvendo o novo coronavírus, João Doria e os demais golpistas reabrem todas as escolas, assim como buscam fazer com as universidades.

É um genocídio descarado, não há como esconder. A tendência é clara: se estas medidas não forem paradas pela mobilização de alunos e professores, o Brasil verá uma catástrofe muito superior àquela  vista nos meses de julho a agosto, quando a imprensa burguesa dizia ser o “pico da pandemia”. Ultrapassamos, e muito, o chamado “pico”, e sequer a expectativa que a pandemia tenha atingido seu limite, com esta política genocida, o cenário para o próximo período promete ser exponencialmente pior, se nada for feito para, nas ruas, derrotar o regime golpista.

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