Identitarismo
IBGE divulga dados acerca da ocorrência de trabalho infantil no Brasil. 70% das vítimas são negras ou pardas
Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
6831735672_71e21b1309_h
Criança negra trabalhando em Santarém/PA | Foto: Luís Gustavo

Nesta quinta (17/12) , IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou dados acerca da ocorrência de trabalho infantil no Brasil. Foi constatado pela instituição que cerca de 70% vítimas de trabalho infantil no Brasil são pretas ou pardas. Um aumento em relação aos dados de 2019, onde 66,1% das vítimas de trabalho infantil eram pretas ou pardas.

Os dados do IBGE revelam uma redução de 16,8% do trabalho infantil no Brasil entre 2017 e 2019. Ainda assim, 1,8 milhões de crianças e adolescentes com idades entre 5 e 17 anos ainda eram submetidos ao trabalho infantil em 2019 (4,6% da população brasileira nessa faixa etária). Em 2016, para termos de comparação, eram 2,1 milhões de crianças trabalhando (5,3% da população brasileira na faixa etária).

O IBGE conceitua trabalho infantil como toda atividade econômica ou de autoconsumo (a exemplo de cultivo, pesca, caça e criação de animais, fabricação de calçados, roupas, móveis, cerâmicas, alimentos ou outros produtos) perigosa ou prejudicial à saúde e desenvolvimento mental, físico, social ou moral das crianças e que interfira na sua escolarização. Nem todo trabalho realizado por indivíduos na faixa dos 5 aos 17 anos é considerado trabalho infantil. O entendimento é diferente de acordo com a idade.

Crianças submetidas ao trabalho infantil possuem menores taxas de frequência escolar. Enquanto 96,6% de todos aqueles com idade de 5 a 17 anos declaram frequentar a escola, entre os que trabalham esse percentual cai para 86,1%, segundo dados do IBGE.

Os números do IBGE são mais uma prova de que o racismo estrutural está entranhado no cotidiano brasileiro, em todas as faixas etárias a população negra é a mais atingida pela política genocida que o Estado brasileiro adota.

Não existe nenhum plano político para alterar esse panorama. Enquanto a população negra é alienada de direitos humanos básicos independente de faixa etária, sexo ou região do território nacional, aqueles que deveriam apoiar a organização popular pela mudança fazem demagogia.

A esquerda se apropria das pautas e sofrimentos do movimento negro, comemora falsas vitórias eleitoreiras e a representatividade de alguns indivíduos que na melhor das hipóteses são meros títeres da direita liberal e na pior atuam como verdadeiros “capitães do mato”. Enquanto uns poucos se elegem utilizando a miséria da população negra como propaganda e outros formam comitês de diversidade para limpar a imagem de grandes capitalistas, o genocídio negro no Brasil só se amplia.

Não existe avanço na pauta do movimento negro enquanto nossas crianças são escravizadas, nossos jovens são assassinados e nossa população é empurrada pelas condições econômico-sociais para viver em verdadeiros guetos sem acesso ao mínimo de serviços públicos para dar dignidade e condições mínimas de vida, sem acesso a escolas e empurrados a subempregos que pagam muito menos do que o necessário para sobrevivência.

A única saída para o povo negro é a organização da luta popular, com o objetivo de barrar as ações da direita genocida e derrubar o governo Bolsonaro e seus apoiadores, que patrocinaram o golpe de 2015 e a fraude eleitoral de 2020. Sem luta, sem organização não existe possibilidade de mudança real.Redação, Diário Causa Operária

Compartilhar no facebook
Compartilhe no seu Facebook!
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
WhatsApp
Compartilhar no telegram
Telegram
Compartilhar no email
Email
Compartilhar no reddit
Reddit
Compartilhar no facebook
Compartilhe
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
Relacionadas