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Paulinho da Força, funcionário dos capitalistas

Demagogia identitária

Enquanto cresce massacre, monopólios da TV “destacam” os negros

Para encobrir a real condição do negro, a burguesia usa e abusa da demagogia, enquanto ações como o de Jacarezinho ocorrem todos os dias

Pelo fim da Polícia – Arquivo DCO

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Os últimos dias foram marcados pela comoção gerada pelo massacre de pelo menos 28 pessoas operado pela Polícia Civil do Rio de Janeiro contra moradores do Jacarezinho. Logicamente que a esmagadora maioria dos assassinados são negros.

Considerada a maior chacina já ocorrida no Rio, fato é que coisas como esta acontecem todos os dias nas favelas e periferias do Brasil. As polícias são órgãos criados com o objetivo de assassinar o povo, são uma máquina de guerra, uma instituição oficial de terrorismo contra o povo pobre e negro. Esse é o real conteúdo do Estado burguês e de seu aparato repressivo.

É essa a expressão mais direta e real do que se convencionou chamar de racismo. Uma ideologia criada pela burguesia para justificar o massacre do povo, composto em sua maioria por negros, mas que no Brasil, é apresentada de maneira dissimulada.

Portanto, a tarefa mais imediata e mais importante da luta do povo negro, e no caso do Brasil de todos os trabalhadores, é fazer parar essa máquina de guerra. Enquanto massacres como o de Jacarezinho continuam a acontecer, o negro não terá sua libertação definitiva. E para isso ocorrer, será preciso também acabar com o sistema econômico e o regime político que dão sustentação a esse massacre.

Como fica claro, é completamente errada a ideia de muitos setores da esquerda de que em primeiro você precisaria implantar uma mudança ideológica e que bastariam medidas de tipo pedagógicas e identitárias para que a situação se resolvesse.

Essa ideia da esquerda é, na verdade, uma ideologia da própria burguesia, que para evitar a revolta popular, apresenta soluções inócuos e demagógicas para o problema do negro.

Por isso tem sido cada vez mais comum grandes empresas capitalistas se apresentarem como defensoras do negro.

Entre os casos mais recentes estão o do programa da Rede Globo, o Big Brother, e o filme do Super-homem, que Hollywood decidiu pintar de preto para o próximo filme da franquia.

Vejamos inicialmente o caso do BBB. Sem dúvida um programa de bastante mau gosto, como quase tudo o que é feito pela Globo, ele despertou o interesse de uma esquerda de classe média identitária, seduzida pela propaganda da própria Globo de que esse foi o “BBB mais negro da história“.

Nada de diferente aconteceu, a não ser discussões entre os participantes, a maioria deles – negros e brancos – cheios de preconceitos acadêmicos sobre concepções identitárias. Não confundir acadêmico com ciência de fato. Na realidade, o identitarismo não passa de uma ideologia produzida nas universidades imperialistas e exportada para as colônias para tentar conter qualquer revolta popular, usando a classe média pseudo esquerdista e democrática.

 Os identitários normalmente não gostam de serem criticados, mas a realidade acaba se impondo. Basta perguntar se a demagogia da Rede Globo com o Big Brother foi importante para conter o assassinato de pelo menos 28 pessoas no Jacarezinho ou garantir qualquer direito do povo negro durante a pandemia.

Tal demagogia identitária não apenas não surtiu nenhum efeito. Pior ainda, a Globo é cúmplice do massacre. É ela que dá a sustentação ideológica para a existência da polícia, que sustenta o governo do Rio de Janeiro, que produziu o golpe de Estado. Foi ela também que ajudou a eleger Bolsonaro.

A grande verdade é que a esquerda que elogiou o BBB por ter a participação de negros está fazendo papel de trouxa. Pode se fazer quanto Big Brothers “negros” que forem possíveis, a polícia vai continuar matando o povo nas periferias, aos montes. Ou alguém duvida disso?

A mesma coisa vale para o Super-homem. Pintar o herói imperialista de negro, além de ser uma ofensa de bastante mau gosto para a luta do povo negro, só serve para encobrir que os monopólios capitalistas que estão por trás de Hollywood são responsáveis pelo massacre de povos no mundo todo.

Esse tipo de coisa, o “BB negro” e o Super-homem negro, serve para dar a falsa impressão de inserção do negro na sociedade. Por isso é tão danoso que parte da esquerda faça propaganda e elogie essa política demagógica da burguesia. Ao invés de denunciar o real conteúdo dessa política, a esquerda acaba servindo para reforçá-la e pior, encobrir a realidade. E a realidade está mais para Jacarezinho do que para BBB, na verdade não tem nem comparação.

É preciso desmascarar a demagogia da burguesia, a mesma que incentiva o massacre da população todos os dias. É preciso uma política que levante as reais reivindicações do povo negro, como o fim da polícia e do massacre nas periferias e que busque mobilizar os explorados por elas.

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A burguesia já pressentiu o perigo. As revoltas populares no Equador, na Bolívia e na Colômbia mostraram para onde o continente caminha. Além da repressão pura e simples, uma das armas fundamentais dos grandes capitalistas na luta contra os operários e o povo é a desinformação, a confusão, a falsificação e manipulação dos fatos, quando não a mentira nua e crua. Neste exato momento mesmo, a burguesia se esforça para confundir o panorama diante do início das mobilizações de rua contra Bolsonaro e todos os golpistas. Seus esforços se dirigem a apagar as linhas que separam a direita da esquerda, os golpistas dos lutadores contra o golpe, substituir o vermelho pelo verde e amarelo nas ruas e infiltrar verdadeiros inimigos do povo dentro do movimento popular. O Diário Causa Operária se coloca na linha de frente do enfrentamento contra a burguesia, sua política e suas manobras. 

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