Balanço de 2020
Com um programa de luta, independente da burguesia e da direita, mesmo nos momentos mais complexos, o Partido forneceu um programa e perspectiva de luta para os oprimidos
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Bandiera do PCO (1)
Bandeira do PCO durante ato pela liberdade de Lula | Arquivo DCO
Bandiera do PCO (1)
Bandeira do PCO durante ato pela liberdade de Lula | Arquivo DCO

Este ano foi completamente atípico. A expressiva greve dos petroleiros logo em janeiro indicava a tendência à mobilização contra o governo golpista de Bolsonaro. No entanto, em março veio a pandemia de coronavírus e a esquerda, na contramão da necessidade dos trabalhadores e da sua disposição de luta, aderiu a política demagógica do “fique em casa”. Enquanto a grande massa dos trabalhadores, que nunca teve direito ao “isolamento social”, continuava se aglomerando no transporte coletivo, a esquerda fechou os sindicatos, abandonando à classe operária ao próprio azar. Contra essa capitulação diante da burguesia, o PCO, ainda em março lançou um programa com 32 pontos de reivindicações imediatas, chamando os trabalhadores a lutarem contra o coronavírus e a crise capitalista.

Diante da pandemia e de todos os seus riscos, bem como das medidas práticas a serem adotadas para se prevenir da contaminação, a primeira necessidade dos trabalhadores era a da informação. Pois a imprensa capitalista e os governos da direita golpista nada fariam, como não fizeram, para salvar a vida dos trabalhadores. Foi assim que o partido executou um dos pontos principais do programa de reivindicações: a organização de Conselhos Populares de Saúde.

Com máscaras, álcool em gel, luvas e pranchetas, os militantes do PCO foram até os bairros periféricos mais abandonados para levar aos trabalhadores este programa de luta, com informações sobre a pandemia, seus riscos, como se proteger e o mais importante de tudo, organizar-se nos Conselhos Populares, em cada bairro, para exigir do poder público os meios necessários para enfrentar a pandemia e preservar a vida da população.

A iniciativa foi completamente acertada e a iniciativa espalhou-se rapidamente de sul a norte do País, mobilizando centenas e até milhares de pessoas, que diante de todo o abandono dos governos, organizou-se e se apoiou na própria mobilização para reivindicar questões das mais elementares, como cestas básicas e kits de saúde e higiene, às mais elaboradas, como a construção de moradias populares.

Neste momento, rendida a posição de se esconder em baixo da cama, a esquerda virou às costas para os trabalhadores e mergulhou de cabeça na frente ampla, fazendo com que a CUT, PSOL, PCdoB e setores do PT, ingressassem num ato virtual de 1º de maio com elementos como o Doria, FHC (PSDB), Temer (MDB), Maia (DEM), Witzel (PSC), sob o pretexto de combater o bolsonarismo.

Contra essa traição aos trabalhadores, o PCO, adotando todas as medidas de segurança necessárias, chamou um ato de 1º de maio de verdade, classista, combativo e revolucionário, que teve a participação de cerca de 100 pessoas de todo o País e foi transmitido pela internet. O que deixou claro que a mobilização era perfeitamente possível e que mais do que um problema de saúde, tratava-se de política.

Enquanto a pandemia se alastrava e a crise do governo se mantinha, a extrema direita, aproveitando-se da paralisia geral da esquerda, passou a realizar atos e carreatas em várias cidades pelo Brasil aos domingos. Inclusive montou um acampamento em Brasília, chamado de “Acampamento dos 300”, para dar suporte ao governo Bolsonaro contra supostas ameaças das demais instituições, como o Supremo Tribunal Federal (STF).

A esquerda, diante disso, não teve outra política que não fosse a de defender, obviamente no discurso, as instituições do regime golpista contra os atos dos bolsonaristas, mas uma vez no apoio da frente ampla.

Contra mais essa capitulação, o PCO chamou atos pelo Fora Bolsonaro em todo o País, com a palavra de ordem de expulsar a extrema direita das ruas. Este chamado foi atendido pelas torcidas organizadas, que junto com o PCO e militantes anarquistas, expulsaram a extrema direita das ruas. Episódios como este ocorreram em Brasília, São Paulo, Curitiba, Rio de Janeiro, etc. Destaque para os que ocorreram em Brasília, onde a mobilização revelou que “o acampamento dos 300” era na verdade um acampamento de 17 pessoas. Ou seja, ao mobilizar apenas uma pequena parte dos setores mais ativos, ficava claro que a extrema direita não era tão poderosa assim como a própria esquerda propagava.

Com a crise do coronavírus explodindo, o desemprego escalando e o governo golpista em crise. A direita colocou um grande peso na política da frente ampla com setores da esquerda e preparou a fraude eleitoral de 2020.

O PCO, mais uma vez vigilante sobre as manobras da burguesia, convocou sua 30ª Conferência Nacional, que definiu como eixo política fazer das eleições de 2020 uma tribuna de luta pelo Fora Bolsonaro e todos os golpistas e pela candidatura de Lula para 2022. O objetivo do Partido foi o de utilizar as eleições para denunciar a fraude eleitoral montada para favorecer a direita golpista, como acabou ocorrendo.

Ou seja, apesar de todas as dificuldades impostas aos trabalhadores pela crise capitalista e agravadas enormemente pela pandemia, 2020 foi um ano extremamente ativo e de luta para o PCO. Um ano em que o Partido apesar das dificuldades e limitações, mais motivos para organizar os trabalhadores. Não por acaso, justamente quando apareceu uma enorme dificuldade, um grande obstáculo, o Partido cresceu, multiplicou-se de norte a sul do País e no exterior, enfrentou a situação e se mostrou um verdadeiro partido revolucionário.

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