Siga o DCO nas redes sociais

Saúde alemã com baixo salário
Enfermeiros alemães exigem melhores salários e condições de trabalho
A poderosa Alemanha não consegue pagar sequer seus trabalhadores da saúde, faltam 120 mil funcionários, cargas horárias estafantes e salários baixos, para combater o COVID 19.
enfermeiros máscara
Saúde alemã com baixo salário
Enfermeiros alemães exigem melhores salários e condições de trabalho
A poderosa Alemanha não consegue pagar sequer seus trabalhadores da saúde, faltam 120 mil funcionários, cargas horárias estafantes e salários baixos, para combater o COVID 19.
A crise mundial da saúde
enfermeiros máscara
A crise mundial da saúde

Um dos mais poderosos governos imperialistas do mundo, também não consegue, nem de longe, pagar salários condizentes com a necessidade dos trabalhadores da saúde, gerando uma escassez de cerca de 120 mil profissionais.

Frente a isso, a enfermagem alemã começa a se mobilizar. O Ministério da Saúde e o governo alemão se vêem neste momento pressionados a atender uma antiga reivindicação dos enfermeiros e técnicos de enfermagem alemães, no momento em que milhares de pessoas batem palmas das sacadas de suas janelas, as enfermeiras e enfermeiros, além dos técnicos agradecem, mas como nas palavras da cientista social Barbara Thiessen, professora da Universidade de Ciências Aplicadas de Landshut, os trabalhadores da enfermagem estão fartos de promessas não cumpridas É como sabem que o interesse pela situação dos enfermeiros não continuará após a crise, ela diz, com propriedade: “As pessoas agora estão batendo palmas das sacadas porque têm medo de adoecer. E então, elas percebem que há outras pessoas que se expõem ao risco e continuam nos hospitais, trabalhando”, afirma, acrescentando que nesta situação, os aplausos são uma reação “absolutamente compreensível”, mas “também cínicas”, dadas as más condições de trabalho e salários.

Leia Também  Bancários do Itaú são obrigados a trabalhar sem proteção

Desde o início da crise, se é propagandeada que a Alemanha é um dos poucos países que espancaram a curva ascendente do Coronavirus, em tempo menor e com um menor número percentual de mortos até o momento, mas só os profissionais da saúde de lá, sabem a que custo.

A enorme falta de enfermeiros faz parte de um ciclo vicioso. Como há escassez de pessoal, outros enfermeiros ficam sobrecarregados. A situação é crítica e estes trabalhadores da saúde pedem demissão por isso, aumenta escassez de mão de obra.

Em 2011, 36% dos grandes hospitais(com mais de 600 leitos) tinham problemas para preencher vagas de enfermagem, em 2019, este número chegou a 78% no ano passado, de acordo com uma pesquisa do Instituto Hospitalar Alemão.

De acordo com pesquisa encaminhada pelo Ministério da Saúde da Alemanha, existem nessas instituições uma carência de 120 mil profissionais. Frente a essa situação o governo alemão colocou em prática a velha receita capitalista, oferecer uma esmola para a enfermagem efetivado um salário mínimo de 15 euros por hora procurando remediar a escassez de mão de obra. Os salários médios no país ficam em torno de 3,5 mil euros.
Corretamente a entidade representante da categoria do estado da Baixa Saxônia classificou o salário mínimo de 15 euros por hora como “piada” e exige um salário bruto de 4 mil euros.

Leia Também  Governo do Rio anuncia a demissão de 4 mil trabalhadores da CEDAE

Frente a difícil situação , uma iniciativa foi tomada com uma petição online direcionada ao ministro alemão da Saúde reivindicando a proposta de 4 mil euros mensais já.

O Sindicato da categoria também adicional de periculosidade de 500 euros mensais. A mobilização começa a pressionar o governo, com o ministro do Trabalho, Hubertus Heil, classificando os novos salários mínimos de muito baixos e pediu, durante uma entrevista, acordos coletivos para todos os funcionários do ramo .
“É apropriado negociar, no contexto desta crise, o pagamento de um adicional, a ser feito permanentemente para essas profissões”, disse à DW o especialista em saúde da bancada parlamentar do Partido Social-Democrata (SPD), Karl Lauterbach. “Com isso, também poderíamos conseguir o retorno de enfermeiros que deixaram a profissão.”
Lauterbach acredita que este é o momento certo para falar sobre dinheiro. “Caso contrário, ninguém se lembrará disso depois da crise, quando são esperadas dificuldades econômicas.”

 



0 Shares
Share via
Copy link