“Encontro marcado com Lula no segundo turno”: Ciro admite que seus eleitores são tucanos

O golpista Ciro Gomes, em entrevista recente à Folha de S. Paulo, declarou que ele e Lula teriam um “encontro marcado no segundo turno”. Tentando parecer respeitoso para com a candidatura do petista, Ciro Gomes, no entanto, revelou quem ele realmente é: um candidato de direita, um candidato anti-Lula.

De acordo com o próprio Ciro Gomes, a candidatura de Lula seria “uma tragédia” porque “polarizaria o país”. Embora Ciro Gomes faça muitas análises delirantes, sua análise da candidatura de Lula é correta: a candidatura do ex-presidente transformaria as eleições em um confronto monumental entre os trabalhadores e os golpistas.

Se Ciro Gomes pretende se candidatar e ser um dos dois protagonistas das eleições de 2018 – em um cenário em que Lula também participaria -, a candidatura de Ciro Gomes só poderia ser, obviamente, a candidatura dos golpistas. Afinal, se a única candidatura real que representa a luta contra o golpe é a de Lula, qualquer outra candidatura que concentre uma votação maciça contra a candidatura de Lula é, naturalmente, a candidatura que representa a continuidade do golpe.

Ciro Gomes, no entanto, não estaria sendo incoerente com sua história. O cearense, que iniciou sua carreira política no partido da ditadura militar, foi filiado ao PSDB, teve como padrinho político Tasso Jereissati e era, até pouco tempo, funcionário de Steinbruck. Ser golpista seria, portanto, o mais natural vindo de Ciro Gomes.

Recentemente, o próprio Lula esclareceu bem o que significaria a candidatura de Ciro Gomes: “pela direita, ninguém será presidente sem o apoio dos tucanos. Pela esquerda, ninguém será presidente sem o PT”.