Dias 1, 2 e 3 de novembro
PCO participará de encontro anti-imperialista em Cuba
PCO estará presente no Encontro Anti-imperialista que irá acontecer em Havana, Cuba
praça
Dias 1, 2 e 3 de novembro
PCO participará de encontro anti-imperialista em Cuba
PCO estará presente no Encontro Anti-imperialista que irá acontecer em Havana, Cuba
“Foto: Reprodução” – Praça da Revolução, Havana, Cuba
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“Foto: Reprodução” – Praça da Revolução, Havana, Cuba

No período de 01 a 03 de novembro, a capital cubana, Havana, estará sediando o Encontro Anti-imperialista de Solidariedade, pela Democracia e contra o Neoliberalismo. Durante três dias, representantes de vários países, ativistas, trabalhadores, estudantes, intelectuais e dirigentes políticos de esquerda estarão discutindo e debatendo as questões mais candentes que permeiam os interesses e a luta política dos povos das Américas, buscando formas de enfrentamento ao inimigo comum de toda a região, vale dizer, o imperialismo estadunidense.

Esta edição do evento realiza-se num momento particularmente nevrálgico da conjuntura política, econômica e social do continente, marcado pelo acirramento das agudas contradições vivenciadas por todos os países latino-americanos, onde verdadeiras sublevações populares de massas estão em curso em todas as regiões, na América do Sul, Central e no Caribe. A política de terra arrasada, pilhagem e devastação que o imperialismo vem impondo aos povos do continente está fazendo recrudescer, em todos os países, as mobilizações e levantes contra a dominação e o jugo dos opressores do Norte.

É neste contexto de conflagração social e enfrentamento das massas com os governos fantoches direitistas sustentados pela Casa Branca e pelo Pentágono que o evento em Havana se realizará e deverá se pronunciar. É mais do que urgente um posicionamento de forma clara sobre a necessidade da intensificação da luta de classes em todo o continente, formulando uma política que delimite a estratégia de intervenção da esquerda continental, que não pode ser outra a não ser a ruptura com a política de colaboração de classes dos partidos e agrupamentos que dizem representar os interesses das massas populares, que neste momento encontram-se em estado de rebelião espontânea e semi-espontânea contra o imperialismo e seus representantes títeres em cada país.

Em Cuba, sede do evento, o imperialismo vem pressionando e ameaçando o país há 60 anos, onde impõe à ilha caribenha o mais longo embargo econômico da história, com graves consequências para a população, que resiste, consciente e mobilizada, às sanções e ameaças do imperialismo contra o país. O cerco do imperialismo se faz presente também na Venezuela, onde os falcões de Washington caluniam incessantemente o governo constitucional do presidente eleito Nicolás Maduro, hipotecando apoio a um fantoche da Casa Branca, Juan Guaidó, amplamente repudiado pela maioria da população, que segue apoiando massivamente o regime bolivariano-chavista. O imperialismo mantém sob a Venezuela um estado de permanente ameaça de intervenção, tendo aeronaves militares norte-americanas violado o espaço aéreo soberano do país por dezenas de vezes. No Equador, uma espetacular e gigantesca sublevação de massas está em curso no país contra as medidas do governo golpista-traidor de Lenin Moreno que, à revelia da vontade popular, se ajoelhou diante dos inimigos exploradores do povo equatoriano. O país está, literalmente, em chamas, com barricadas nas ruas, enfrentamento com as forças policiais, prisão de militares pelos indígenas, ocupação da Assembléia Nacional, greves e paralisações.

Neste Encontro em Havana, o Partido da Causa Operária se fará representar com uma política em defesa não somente de Cuba, seu povo e sua revolução, mas com um posicionamento claro e inequívoco em defesa de todos os povos latino-americanos que neste momento se irrompem em luta contra o imperialismo, a extrema direita e os regimes e governos fantoches da região. Nesta perspectiva, o PCO se dirigirá ao Encontro Latino-Americano com uma exortação no sentido da mais ampla unidade dos povos das Américas para que as jornadas de luta contra o imperialismo não somente se intensifiquem, mas que se ampliem para toda a região, única forma consequente para impor uma derrota de conjunto aos exploradores ianques.