Golpismo
Encontro mostra uma articulação da burguesia para impulsionar a “frente ampla”
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moro e bozo2 (1)
Carinha de um, fucinho de outro | Foto: Reprodução

Segundo uma reportagem do jornal golpista Folha de São Paulo, o mesmo jornal que distribui cariciais em Guilherme Boulos e ataca veementemente o PT, a cabeça visível da operação Java Jato, Sergio Moro, e o menino dos olhos de ouro da Rede Globo, Luciano Huck, tiveram um encontro no dia 30 de outubro de 2020 na casa do próprio Moro. Nesse encontro discutiram nada mais, nada menos que a formação de uma chapa para presidenciável nas eleições de 2022. A matéria da Folha é um elogio rasgado ao encontro, com detalhes insignificantes que, amontoados, se tornam apenas uma propaganda para essa chapa. Esse encontro, e esse artigo para elogiar a reunião, mostra que a conversa foi uma articulação da burguesia para consolidar a “frente ampla”. A manobra constitui colocar um candidato da direita tradicional, supostamente de “centro”, para substituir o governo improvisado e de crise que é o de Jair Bolsonaro.

“Frente ampla”, frente golpista

Para isso, a burguesia precisaria anular a esquerda através da “frente ampla”, que é a manobra da vez da burguesia. Constitui em uma adaptação do regime político, uma aliança entre a burguesia e setores mais cooptados do regime político para substituir do Partido dos Trabalhadores, em especial Lula e toda ala lulista do PT, por um candidato “de centro”; que não passa uma direita fervorosa, que traga consigo o programa integral do golpe de Estado de 2016 e coloque em marcha um neoliberalismo de terra arrasada. O que a burguesia quer com a manobra da “frente ampla” é simples: um governo com uma feição democrática que dê seguindo a ditadura do regime golpista iniciado com a queda de Dilma até a ascensão de Bolsonaro. Como Bolsonaro é um improviso, a demanda da burguesia é um governo que coloque em marcha com mais agilidade seus interesses econômicos; que como vimos com o Teto de Gastos, a Reforma Trabalhista e a Reforma da Previdência, são um rolo compressos sobre todos os trabalhadores brasileiros.

O que essa manobra antidemocrática da burguesia nacional e do imperialismo trazem como consequência é impedir que a esquerda de conjunto tenha uma posição independente dessa burguesia e desse mesmo imperialismo. Fazendo com que a esquerda fique a reboque de uma política neoliberal. Uma esquerda “chapa branca”, que apoie o programa integral do golpe de Estado, já que a manobra visa fazer engolir que a cabeça visível da frente ampla seria uma figura “democrática”, uma propaganda extremamente enganosa de que seria no fundamental uma figura diferente de Bolsonaro. Nada mais falso. O candidato da frente “ampla”, seja ele quem for, Moro ou Huck.

Sobre Moro, fica difícil para o público provar que ele nunca foi um capacho do imperialismo, principalmente de estar na cabeça do fato histórico mais ditatorial do último período: a prisão de Lula e a fraude eleitoral que elegeu Bolsonaro. Agora, Huck já fez diversas alianças em manifestos com setores da esquerda, como os amarelinho “Somos Setenta Por Cento” e o mais escancarado “Direitos Já”, ambas manifestações da organização da frente ampla; onde reuniu o pior da política brasileira, como também a esquerda mais pequeno-burguesa, como é o caso de Guilherme Boulos (PSOL) Manuela D’Avila (PCdoB) e uma ala direitista do PT, representado principalmente pela figura de Fernando Haddad. Para não ficar em fatos muito distantes, ou até de meses, Hulk acabou de elogiar o Flávio Dino (PCdoB), o governador “comunista” do Maranhão por sua posição golpista em favor da frente ampla.

Essa “frente ampla”, que aparece na boca de Flávio Dino e Luciano Huck, é, como dito acima, um boicote à candidatura de Lula em 2022 e a toda ala lulista do PT. O que parece estar sendo devidamente combatido, já que a Presidente Nacional do PT, Gleisi Hoffman, ao comentar sobre o assunto mostrou que o que o PT quer é uma independência política dessa manobra. No seu comentário, ela disse que a reunião promovida entre Sergio Moro e Luciano Huck é o encontro da Lava Jato com a Lata Velha, sendo essa lata velha o próprio PSDB, que Huck representa timidamente.

O exemplo vem do norte

Um grande impulsionador da política de “frente ampla”, como bem disse Dino, é a eleição norte-americana. Em especial, a candidatura de Joe Biden (Democratas). O que aconteceu com Biden nos Estados Unidos foi uma frente amplíssima. Uma frente política que vai desde o coração do imperialismo mundial, as petrolíferas, os bancos internacionais, e o que há de pior no mercado mundial, e a esquerda pequeno-burguesa norte-americana.

A vitória prévia de Biden é um impulsionador da frente ampla.

Isto é, é uma política do próprio imperialismo, o maior inimigo dos povos oprimidos de todo mundo. Uma matéria da revista Época, um apêndice impresso da Rede Globo, canta a letra: “Sistema de muitos partidos não impede que surja um Biden brasileiro”.

Em outras palavras, “Temos que fazer o que foi feito nos EUA aqui no Brasil”, diz a burguesia brasileira e internacional. O modelo Biden vai impulsionar a frente ampla tanto nos EUA como no restante do mundo. É preciso denunciar essa manobra e colocar em pauta aquilo que mais obstaculiza essa operação golpista: deve-se colocar Lula candidato para presidência da república, com um amplo movimento de rua, de mobilização, a contragosto da burguesia.

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