Fora Feder ou Fora Bolsonaro?
Renato Feder foi escolhido para ser o novo ministro da Educação. Ele segue com a mesma política de Weintraub, mas é mais contido em suas falas e mais próximo da direita tradicional
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Renato Feder, empresário bilionário e novo ministro da Educação | Foto: Reprodução

Renato Feder foi escolhido para ser o novo ministro da Educação. Feder, é secretário de Educação do Paraná e sócio da Multilaser, empresa bilionária de tecnologia. Famoso por fugir de pautas ideológicas em reuniões prévias com o presidente, é um perfeito candidato para a direita tradicional. Jair Bolsonaro decidiu nomeá-lo para continuar com o programa de desmonte da educação pública, mudando os teores “ideológicos” e escancarados do bolsonarismo para transformar o MEC em uma bancada de negócios supostamente imparcial.

O empresário for preterido por sua relação com o governador de São Paulo, João Dória (PSDB), grande aliado golpista da política bolsonarista. Feder doou 120 mil reais para a campanha sua campanha para prefeito. Assim, sua nomeação representa um avanço da direita para organizar e adornar o ministério em torno de seu programa, o mesmo que o de Weintraub. Tal programa é o de privatizar todas as escolas e as universidades, como Feder argumenta em seu livro: Carregando o Elefante – Como Livrar-se do Peso que Impede os Brasileiros de Decolar. Nele, o direitista justifica que a privatização é a melhor forma de gestão para qualquer instituição, já que o estado se provou ineficiente. É uma clara tese pró-imperialista, que coloca a culpa pela crise do capitalismo na população que não o aderiu por completo. Ocultando o caráter ditatorial e fascista da burguesia, que nunca permitirá, enquanto estiver no poder, que a população deixe de ser explorada.

A privatização serve para colocar todo o movimento estudantil e sindical sobre o aval da burocracia dos monopólios imperialistas, como também para aumentar a desigualdade entre as classes no País. O sistema de vouchers, defendido Feder e favorito do ministro Paulo Guedes, coloca os alunos mais pobres em escolas ruins, e os que têm dinheiro nas melhores instituições. Ele se baseia no estado financiando a competição entre os tubarões capitalistas da educação, e as família supostamente selecionam as melhores escolas. No entanto, as famílias pobres não conseguem financiar a manutenção dos alunos nas melhores escolas, e ficam completamente excluídas. 

É importante colocar que os estudantes e toda a comunidade escolar e universitária não ganham nada com o novo ministro, continuarão sob o mesmo ataque. Na atual crise política, a direita se esforça para tentar manter Bolsonaro sobre sua rédea, para conter a mobilização popular. Por isso, é preciso se mobilizar contra Feder em torno do Fora Bolsonaro, enquanto a direita e a extrema direita estiverem sobre o controle dos aparatos do estado, nenhuma vitória será alcançada pelos estudantes. Essa é a única forma de reverter o sucateamento da educação, e de lutar contra sua destruição completa.

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