A real face dos patrões
Empresa de segurança demitiu vigilante que estava em estado grave na UTI, em Brasília, e acabou falecendo 4 dias depois.
Vigilantes DF
Categoria enfrenta grandes riscos diários, sem qualquer cuidado dos patrões | Foto por; reprodução.
Vigilantes DF
Categoria enfrenta grandes riscos diários, sem qualquer cuidado dos patrões | Foto por; reprodução.

O vigilante José Josivan Martins, de 61 anos, foi demitido pela empresa Brasfort na última sexta (17) enquanto estava internado na UTI do Hospital Daher, lago Sul de Brasília, lutando pela vida e contra o coronavírus. A família de José recebeu que recebeu a carta de demissão, respondeu à empresa que trabalhador encontrava-se internado e, pior, José Josivan acabou falecendo no dia terça (21).

A empresa, na carta de demissão, ainda condiciona o pagamento das verbas rescisórias ao ressarcimento do uniforme e outros pertences e agenda para o dia 24/07.

Outro aspecto que demonstra o descaso da empresa é o fato de José ter sido demitido mesmo sendo do grupo de risco e estar, segundo a Brasfort, afastado das atividades por este motivo. Ou seja, não bastasse o risco de contaminação, que se materializou e matou o trabalhador, a empresa ainda o demitiu sendo do grupo de risco, grupo que é mais vulnerável durante a pandemia.

Com a morte de Josivan o Distrito Federal totaliza 12 vigilantes que faleceram decorrente da COVID-19 e da crueldade dos patrões.

José Josivan – Vigilante. Faleceu em 21/07.
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