Empregados públicos realizam greve nacional no Chile

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Santiago do Chile, Prensa Latina Centenas de trabalhadores membros do Agrupamento Nacional de Empregados Fiscais (ANEF) realizaram ontem uma greve nacional e manifestaram-se em frente ao palácio presidencial em rejeição à demissão de cerca de dois mil de seus colegas nas últimas semanas.

Algumas entidades do serviço público amanheceram com balões negros e cartazes em suas fachadas, ainda que chamaram a atenção do público, mas a um ritmo muito menor que nos dias normais.

Também não detiveram-se outros conceituados de primeira importância, como os do registro civil, o Departamento de Estrangeiros e o Serviço Nacional de Saúde (Fonasa).

O ato central da greve realizou-se por volta do meio dia com um ‘banderaço’ na praça da Constituição, no qual centenas de filiados à ANEF marcharam diante do Palácio da Moeda exigindo a volta ao trabalho dos colegas despedidos.

Carlos Insunza, presidente da ANEF, declarou que com esta ação pretendem denunciar que são absolutamente inaceitáveis as duas mil demissões contabilizadas nas últimas semanas, o qual, também, vulnerável a lembrança do Governo pela ANEF na mesa de negociações faz só duas semanas.

Em mudança, Felipe Larraín, ministro da Fazenda, respondeu ao protesto alegando que a cada vez que começa uma nova administração se produzem mudanças de empregados nas entidades do Estado, e que o Governo sempre esteve ‘na melhor disposição’ para negociar com a ANEF.

Ainda que até o fechamento desta informação não se tinham informado nesta capital, Rádio Cooperativa deu conta de que em Temuco, capital da região da Araucanía, se registraram alguns incidentes depois que três empregadas se prenderam a sede da Central Unitária de Trabalhadores, e membros de Carabineiros intervieram para desalojá-las.