Imprensa golpista
As tentativas de associar o ex-presidente Lula em supostos casos de corrupção e a perseguição a sua imagem e da sua família é típico da imprensa golpista
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Boulos Folha de SP
Guilherme Boulos, novo articulista da Folha de S. Paulo | Foto: Mariana Pekin/UOL

A imprensa golpista Folha de São Paulo não se cansa de perseguir o ex-presidente Lula e sua família. Em uma matéria publicada no dia 11 de janeiro, com o seguinte título, “Serviços de ex-sócio de Lulinha teve sobrepreço de 4,7 mi em gestão de Paes, diz tribunal” tenta vincular o filho do Lula em um suposto caso de corrupção. Para ilustrar o texto o jornal utiliza uma imagem de 2012 em que estão juntos Lula, Cabral, Pezão e Eduardo Paes. Mostrando assim todo o cinismo da manchete e a clara tentativa de associar o ex-presidente com denuncias de crimes de corrupção, tráfico de influência ou de algum tipo de irregularidade fiscal.

Não é à toa que Lula denuncia em suas entrevistas e discursos, a perseguição a sua imagem de maneira negativa, quase que diária que sofre da imprensa capitalista, desde tempos em que ainda não era presidente. É difícil enumerar a quantidade de capas de jornais, revistas, e reportagens televisivas, em que seu nome é associado a um criminoso, bandido, ladrão ou chefe de quadrilha. Esses ataques são orquestrados e direcionados como um meio de ocultar, proteger e também tirar o foco daqueles que são os verdadeiros ladrões do Brasil. A Folha faz parte desse PIG – Partido da Imprensa Golpista – que atua diretamente contra os direitos e liberdade da população.

É aquela típica acusação de que “o cachorro do sobrinho, da empregada, do marido da tia do Lula, é amigo de uma conhecida do patrão do primo, do cara que estaria envolvido em corrupção”. Mas não contente, a matéria chega a dizer que o dinheiro gerado no suposto caso de corrupção teria beneficiado a família do ex-presidente, e que “uma parte teria sido usado na compra do sitio em Atibaia (SP)” e completa, “cuja reforma gerou condenação do ex-presidente”. Mesmo que  Lula e seu filho tenham negado qualquer relação com os serviços prestados pela empresa do ex-sócio à prefeitura do Rio de Janeiro, o empresário ter afirmado que todas as transações foram fiscalizadas pela Receita Federal e não foi encontrado nenhuma fraude, a matéria insiste que Lula teria usado sua influência politica para que o contrato fosse realizado.

Visto a clareza do jornal de manipular as informações para ludibriar e falsificar os fatos apresentados aos leitores, entramos aqui na questão tão apreciada pela esquerda pequeno burguesa e pela direita que seria o suposto combate as “fake news” ou noticias falsas. Um setor da esquerda histérica, punitivista pede bloqueio e processos rigorosos contra aqueles que divulgam informações falsas na internet e nas redes sociais, será que esse tipo de manipulação e tentativa de criação de um factoide de uma imprensa burguesa seria no mínimo contestada por essa mesma esquerda? As mentiras e falsificações da Rede Globo, do Estadão, da Folha de S. Paulo entre outros meios de comunicação ligados a burguesia alguém controla, alguém questiona?

Sendo assim, a direita golpista que inventou e ainda inventa absurdos sobre a ex-presidente Dilma, Lula, a esquerda e principalmente o PT, adora quando a histeria da esquerda pequeno burguesa vem de encontro com seus interesses. Ficou óbvio depois do golpe de Estado de 2016, que quem controla todo o aparato judiciário e o sistema punitivo brasileiro, são as facções mais direitistas da burguesia, inclusive com laços amplos com o que há de pior no imperialismo mundial, ao invés de denunciar as informações, pedir punições, etc. medidas que só atingem e se concretizam contra os jornais progressistas e a população oprimida. Uma esquerda realmente combativa, deveria criar seus próprios meios de comunicação para se contrapor, para denunciar, para esclarecer o povo, como vem fazendo este Diário todos os dias.

E nessa esteira da esquerda a reboque da direita golpista, na semana passada tivemos o anúncio do mais novo articulista da imprensa – Folha de S. Paulo – que vive de ataques ao PT e ao ex-presidente Lula, ninguém menos que Guilherme Boulos. O psolista deve estar considerando como verdade, que o jornal que apoiou a ditadura militar, o golpe de 2016, apoiou o fascista fraudulento Bolsonaro, que defende com unhas e dentes o neoliberalismo, que atua abertamente contra a classe explorada e trabalhadora no País, de repente, como um raio em céu azul, se tornou um jornal democrático, em prol da população brasileira ou o candidato a prefeito de São Paulo pelo PSOL, já não tem mais nada a esconder e cai por terra de uma vez toda sua demagogia esquerdista?

Nada disso, Boulos, é parte do projeto daqueles que sonham em enterrar o ex-presidente Lula e o Partido dos Trabalhadores. Para chegarem aos seus objetivos, todos eles, nesse momento, fazem parte de uma frente ampla, que tenta isolar, se for o caso destruir o PT no espectro politico nacional. Inclusive, foi bem interessante o esforço da imprensa golpista tendo a frente a Folha para impulsionar a candidatura de Boulos em SP, mostrando-o como uma “boa” e “qualificada” liderança de esquerda que desponta no País. As manobras que está fazendo a direita golpista junto aos partidos de esquerda burguesa e pequeno-burguesa, visa nada mais nada menos que as próximas eleições presidenciais de 2022, e o jornal que articulou o golpe no Brasil, mesmo que pingando sangue, tenta se passar por democrático e enganar os incautos.

É de se pensar, tudo bem que o Boulos foi uma peça importante na derrubada da ex-presidenta Dilma, com seu discurso “não vai ter copa” e contra o ajustes fiscais proposto em seu último mandato. Mas a pergunta que fica é, teria sido encenação, teatro, toda aquela suposta defesa que o psolista fazia em seus discursos em relação à prisão e o impedimento da candidatura do ex-presidente Lula? Até porque a Folha nunca escondeu sua posição em relação aos dois últimos presidentes da esquerda no País. Muito pelo contrário, persegue e tenta incrimina-los até os dias de hoje. A conclusão que devemos tirar é que para fazer parte do jogo politico podre e farsesco que se desenha no Brasil desde 2016, vale tudo, até mesmo andar de braços dados com os inimigos do povo.

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