Censura nas eleições
PCO foi censurado por uma Televisão Estatal do estado da Bahia, governado por ninguém menos que Rui Costa do Partido dos trabalhadores
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Rui Costa, Governador da Bahia | Foto: Reprodução

Que a campanha do Partido da Causa Operária está incomodando a burguesia não é nenhuma novidade, visto que suas candidaturas vão a público fazer campanha e impulsionar uma politica que se opõe aos interesses da burguesia como é o caso das palavras de ordem Fora Bolsonaro e Lula Presidente. O grotesco desta vez, é que o PCO foi censurado por uma televisão estatal do estado da Bahia, governado por ninguém menos que Rui Costa do Partido dos trabalhadores.

Atitude está que deve ser amplamente denunciada. Só o fato de uma emissora de televisão censurar um candidato por suas posições é uma atitude antidemocrática visto que a televisão mesmo que privada é uma concessão do Estado, ou seja, em tese ela deveria atender aos interesses do Estado e de sua população. Quando se trata de uma televisão estatal este caráter antidemocrático se acentua, tendo em vista que não mais é uma concessão controlada por grupos empresárias e sim o próprio Estado. Agora quando este Estado é controlado por um partido de esquerda, como é o caso da Bahia, este caso toma dimensões escatológicas tendo em vista que uma das principais bandeiras da esquerda é o debate de ideias, ou seja, a liberdade de expressão e manifestação. Retirar um candidato do debate politica em uma campanha eleitoral é impedir que este debate de ideias aconteça, e logicamente o único setor a se beneficiar desta politica é a direita.

A perseguição e a censura ao Partido da Causa Operária já aconteceram diversas vezes na história do partido, vamos tratar de algumas somente nestas eleições:

Imprensa

No dia 24/09 ocorreu um debate entre candidatos à prefeitura municipal de Porto Alegre (RS), transmitido pelo canal IMED Oficial. O debate contava com 11 dos 12 candidatos, com inúmeros candidatos da direita e incluindo alguns de esquerda como do PSOL, PCdoB, PSTU  e o próprio PCO. O debate seguia com duas rodadas de pergunta, com três minutos para cada candidato responder, onde eram abordados dois temas: educação e desenvolvimento tecnológico seguido de considerações finais. Contava também com uma série de normas, entre não “ofender” os candidatos presentes, utilizar seu tempo para expor seu “projeto” para Porto Alegre.

O candidato do Partido da Causa Operária, companheiro Luiz Delvair, após ter falado uma vez que sua proposta é propor mobilizar pelo fora Bolsonaro e todos os golpistas e defender Lula candidato, por um governo dos trabalhadores da cidade e do campo, foi prontamente censurado.
Sob o pretexto da quarta norma da emissora, o áudio do companheiro  Luiz Delvair, foi cortado pelo canal faltando trinta segundos para completar seu direito de fala. A censura se vale porque o candidato do PCO em nenhum momento cita os demais candidatos que estavam no debate e sim faz uma proposta geral para que os trabalhadores se mobilizem pelo fim do governo Bolsonaro e dos demais golpistas, que é, como se sabe, a principal reinvindicação do PCO nas eleições municipais.

O candidato do PCO à prefeitura de Porto Alegre, Luiz Delvair, voltou a ser alvo de censura em debate político. O fato se deu enquanto o candidato fazia sua fala inicial no evento, transmitido pelo YouTube na tarde desta sexta-feira (9), organizado pelo Fórum MDCA – Direitos da Criança e do Adolescente.

Na ocasião, Delvair apresentava a consideração política do PCO a respeito do tema dos direitos da criança e do adolescente, quando foi abruptamente interrompido pela organização, que acusou o candidato de não dizer o que os organizadores pretendiam ouvir. Nesse momento, a fala do candidato foi cancelada pela consideração ditatorial da organização.

Já em São Paulo, em matéria publicada pela Folha de S. Paulo, o dirigente do PCO e candidato a prefeito na cidade de São Paulo, Antônio Carlos, foi atacado por supostamente ter mentido ao declarar que Boulos defendeu o golpe de Estado, e denunciar os ataques promovidos pelos golpistas.

Em Recife, o companheiro Victor Assis foi censurado em um debate feito pela UFPR (Universidade Federal de Pernambuco) no dia 28/9. Antes de participar o companheiro foi quase expulso do debate simplesmente por ter cartazes no seu fundo com os dizeres “fora Bolsonaro”, por um  complô entre candidatos da direita golpista,  um coronel da PM, o ex-Ministro da Educação do governo golpista de Michel Temer e o candidato do partido do Novo, apêndice do PSDB e do Banco Itaú.

Justiça

De maneira totalmente ilegal e arbitrária, o cartório eleitoral bolsonarista de Maceió se recusou a registrar, dentro do prazo legal, as candidaturas do PCO na cidade. Justamente por se tratar de uma ação ilegal por parte do sistema judiciário, o partido não apenas está recorrendo judicialmente como a companheira Nina Tenório, escolhida pelo partido, é a candidata à prefeitura da cidade e a campanha será feita normalmente, inclusive denunciando a justiça e a imprensa golpista que procura ignorar a candidatura do PCO.

Já, na última segunda-feira (19), o TRE (Tribunal Regional Eleitoral) do Paraná indeferiu toda a chapa do Partido da Causa Operária na cidade de Curitiba. Foram indeferidas as candidaturas de Diogo Furtado à prefeitura e Feris Boabaid de vice prefeito, além de Priscila Ebara, Francisco Lima Junior e Benedito Costa, todos candidatos a vereador.

Cabe ressaltar que a diferença da maioria deste casos para o da Bahia é que nos primeiros se trata de órgãos ligados à burguesia e por isso não tem nenhum interesse na defesa dos trabalhadores, já a TV Estatal da Bahia deveria ter como premissa, por ser um estado governado pela esquerda, a total e irrestrita liberdade de expressão, algo que notoriamente não é a diretriz politica de tal emissora.

Outro fato importante de ressaltar é que isso ocorre em meio a um acirramento da luta interna dentro do PT da Bahia tendo em vista a politica reacionária da direção local de colocar como candidata à prefeitura da capital baiana, Salvador, uma capitã do mato, major da PM o órgão mais assassino e sanguinário que já existiu no País, o que nitidamente não seria e nem deve ser bem visto entre a militância de esquerda principalmente do PT na Bahia.

Este fato não deve ser menosprezado tendo em vista que uma vez colocada está contradição, a candidatura e a campanha do PCO entram em completa oposição com a candidatura do próprio PT e tende a mobilizar setores expressivos da base petista na região, fato que já ocorreu em 2018 com a candidatura do PCO em Pernambuco quando o PT abriu mão de sua candidatura para apoiar a candidatura do PSB.

Independente da consideração sobre o que motivou tal postura por parte da TV Estatal Baiana, consideramos importante denunciar tal fato.

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