É preciso agir
Não satisfeitos com o corte de 12,5% de se efetivo, Embraer quer facilitar sua privatização enxugando o quadro ainda mais seu quadro de funcionários
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Fachada da fábrica de aviões e um E-195 | Foto: Reprodução

Depois de cortar os salários dos trabalhadores, de demitir 2.500 trabalhadores, Francisco Gomes Neto, tendo assumido em junho já começou a fazer um devassa na Empresa Brasileira de Aeronáutica (Embraer), no que se refere às condições de trabalho e principalmente aos cortes de funcionários.

Conforme a imprensa venal Estadão, entre outros, o atual presidente disse em entrevista que haverá possibilidade de mais demissões de trabalhadores até o final desse ano.

Francisco, num rompante de grande líder e, somente depois que a Boeing deixou de receber a Embraer por uma ninharia, confirmou ter sido acertado a entrega da estatal para a empresa norte-americana, ou seja, “a parceria foi um movimento estratégico importante para as duas companhias. Infelizmente não deu certo. Então vamos continuar a nossa vida, reintegrando a área de aviação comercial”.

Em apenas três meses de seu mandato dentro da Embraer, o atual presidente já vem mostrando ao que veio, ou seja, enxugar a empresa, em ralação ao numero de funcionários, bem como, ao rebaixamento dos salários, um pouco antes de tomar posse, quando a Boeing ainda dava as cartas, a Embraer impôs o rebaixamento dos salários dos trabalhadores, utilizando-se da Medida Provisória 936/2020, a MP deixou a brecha para que, após o período de carência de dois meses, como não havia nenhum impedimento de demissões, foi o momento em que a empresa mandar carta de demissão aos trabalhadores.

Em ambas as situações, na suspensão dos contratos dos trabalhadores, baseados na MP 936/2020, bem como, nas demissões, houve, por parte da direção do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, ligado à CSP-Conlutas e ao PSTU, uma traição igualável aos pelegos dos sindicatos intervencionistas do período da ditadura militar.

A primeira foi de deixar que os salários dos trabalhadores fossem rebaixados e, mentirem para os trabalhadores de que os patrões foram intransigentes, enquanto não conseguiram sequer realizar uma única assembleia presencial com os trabalhadores.

A segunda traição foi em setembro, já com o Francisco Gomes Neto na presidência, onde os trabalhadores iam recebendo os avisos de demissões e o sindicato, também anestesiados pela intransigência dos patrões, novamente não mobilizou os trabalhadores, sequer uma assembleia foi realizada.

Ficar em casa ou deixar o sindicato aberto para os trabalhadores

Em ambas as situações, onde os trabalhadores, diante da agressividade dos patrões e, no período de crise da saúde, diante da pandemia, os trabalhadores ficaram largados à própria sorte, pois o sindicato preferiu fingir que estava mobilizando os trabalhadores através de “assembleias virtuais”, no entanto, na última oportunidade, quando a empresa resolveu tirar os demais trabalhadores da fábrica chamou um ato com alguns trabalhadores e, quando a empresa disse que a fábrica estava funcionando normalmente, não teve coragem de desmentir a Embraer.

Quando das negociações para reverter às demissões, em reunião entre o Ministério Público do Trabalho (MPT), a direção do sindicato e a empresa, quando a Embraer reafirmou as demissões, preferiu apelar ao governo federal do fascista Bolsonaro, ao congresso golpista, Câmara dos deputados e Senado Federal, bem como, ao governo Doria, do golpista PSDB.

Não às demissões

Agora, com o homem que foi posto na Embraer para acabar de vez com a empresa pelo Bolsonaro para fazer a limpeza necessária para o enxugamento da Embraer e depois entrega-la ao capitalistas novamente e, que já tomou a decisão de cortar as despesas partindo direto para os salários, ou seja, as demissões de seu quadro de funcionários, não dá para esperar que chegue o dia e, ver se o homem que está dirigindo a Embraer diga que não haverá mais as demissões, e depois pedir aos demitidos que, individualmente, entrem com processos na “justiça” porque ele vai demitir.

É preciso impedir imediatamente as demissões, defender o emprego, bem como, a readmissão de todos os demitidos e a não privatização dessa e das demais estatais do país. Para isso é necessária à mobilização dos trabalhadores, formação de comissões de fábrica e passar por cima da política covarde e criminosa da direção do sindicato do PSTU, que vem traindo os trabalhadores, capitulando vergonhosa uma atrás da outra, tanto à direção da Embraer, como para as demais empresas que compõem sua base e para o governo golpista do fascista Bolsonaro.

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