Se tiver aula, vai ter piquete
O movimento estudantil precisa, ao invés de depositar suas forças nas eleições, impulsionar seguindo o exemplo da AJR e das greves naciona, uma greve nacional pelo Fora Bolsonaro.
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Estudantes e trabalhadores em greve no Maio de 68 na França | Foto: Reprodução

Os capitalistas estão em desespero para reabrir as escolas, mas a mobilização não permite. Mesmo com as direções fossilizadas do movimento estudantil, observa-se uma disposição explosiva de luta, especialmente na juventude, para travar um embate contra a crise imposta pelo imperialismo. A cada dia que se passa, mais se populariza a palavra de ordem do Fora Bolsonaro dentro da política estudantil, bem como se declaram mais greves e surgem mais comitês de luta por iniciativa da Aliança da Juventude Revolucionária (AJR).

Além do ensino à distância – precarização e privatização da educação- e de toda perseguição sistemática ao movimento estudantil, na atual crise de demanda a pressão dos bancos para a reabertura econômica é gigantesca, independente das milhares de mortes subsequentes. Os bares, comércios e shoppings já estão abertos. Para a finalização total do isolamento, torna-se necessário para a direita resgatar também o trânsito de pais, alunos, professores e funcionários das escolas e universidades. 

Por outro lado, a juventude segura a crise nas costas, seja em péssimas condições de trabalho, no desemprego ou, até, na fome. O povo brasileiro não tem dignidade para estudar. Enquanto já temos mais de 120 mil mortos, a direita fala que a situação está estável e que o melhor caminho é a reabertura. A única coisa estável é o aumento da contaminação, dando seguimento no programa genocida do governo golpista.

Nesse contexto, o programa neoliberal de Bolsonaro tenta impor a farsa do EaD, como alternativa para não cancelar o calendário letivo e passar para o aclamado retorno gradual das aulas presenciais. Entretanto, frente a todos esses ataques dos golpistas, a juventude mostra como se deve combater e afrontar os fascistas. A AJR segue formando comitês de luta estudantil por todo Brasil. Esses comitês, diferente da política capituladora da maioria das organizações estudantis, são comitês de ação, de greve e de mobilização. 

Com o trabalho militante e a política acertada do Partido da Causa Operária, foi relativamente fácil organizar greves estudantis contra o ensino à distância, a volta às aulas e pelo Fora Bolsonaro. A tendência a mobilização é enorme, além das greves já declaradas na Universidade Estadual do Pará, nos campus Itumbiara, Águas Lindas e Aparecida de Goiânia do Instituto Federal de Goiás e no Setor Leste, já se observa, mesmo sem a ação direta da AJR, a formação de comitês pela iniciativa independente dos estudantes. Assim, foi possível recuar as inúmeras tentativas de Ibaneis e de outros fantoches da burguesia, que já temem a mobilização impulsionada com a volta às aulas antes da vacina.

Essa campanha é fundamental para levar a frente o movimento contra o Golpe e o governo Bolsonaro. A aprovação da palavra de ordem nas assembleias organizadas pelo comando da greve é quase unânime. Assim como a aderência a sua derrubada popular, a necessidade de novas eleições gerais com Lula candidato e a luta por uma nova assembleia constituinte. Os estudantes reconhecem que só assim será possível alcançar suas reivindicações, como o cancelamento do semestre e a gestão tripartite nas escolas.

O movimento estudantil precisa, ao invés de depositar suas forças nas eleições fraudulentas, impulsionar, seguindo o exemplo da AJR, uma greve nacional pelo Fora Bolsonaro. Como falam os estudantes do comitê; “Se tiver aula, vai ter piquete”, “A maioria decide, ninguém vai entrar no EaD.”, “que a comunidade acadêmica decida o calendário.”. Essa mobilização é parte fundamental na luta pelo Fora Bolsonaro e na luta contra o volta às aulas e o genocídio da juventude. Por uma greve geral da educação!

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