Em São Paulo, Escola com Fascismo sofre derrota: hoje, todos à Câmara dos Vereadores contra a reforma da Previdência!

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Nesta quinta-feira (20), o Projeto de Lei 222/2017 Escola sem Partido, que estabelece a censura e o fascismo nas escolas da cidade de São Paulo, de autoria do vereador fascista Fernando Holliday (DEM). Um dos organizadores do MBL foi derrubado da pauta da Câmara dos Vereadores de São Paulo, por falta de quórum para a votação, levando seu proponente à chiliques no plenário da Câmara.

O Comitê de Luta Escola sem Censura (que reune as principais entidades dos trabalhadores da Educação do Estado), Educadores em Luta/PCO e várias outras organizações, como a UMES, Sindicato dos Bancários, levaram para a frente da Câmara estudantes, professores, ativistas, integrantes de movimentos sociais e sindicalistas para enfrentar a claque de “playboys” de academia, encomendada pela direita e pelo MBL e os vereadores fascistas; lotaram as galerias da Câmara Municipal e se agruparam em frente ao prédio em protesto.

O vereador Fernando Holliday cada vez mais odiado pelos professores paulistanos, ao usar da tribuna para defender o fascismo nas escolas mais uma vez atacou os professores, com frases do tipo: “as crianças estão sendo agredidas”, “estão tendo suas mentes deturpadas por professores mal intencionados”, disse também, “apresentei diversos vídeos aqui, escolas municipais de ensino infantil apresentando provas para crianças, trabalho de sexo oral, sexo anal e sexo homossexual”, “a única coisa que justificaria a obstrução deste projeto é a que eles querem utilizar as escolas como fábrica de militantes petistas”.

O PL fascista, importado dos EUA, além de buscar impor a censura às discussões em sala de aula, proíbe os professores de manifestarem qualquer posicionamento crítico, político, pedagógico ou ideológico, com isso bloqueando a construção e elaboração do pensamento crítico dentro das escolas, onde atrás da censura, da mordaça aos professores estará colocada a possibilidade de um único pensamento, àquele da burguesia, do imperialismo, do fascismo.

A votação não se realizou, da mesma que aconteceu na Câmara Federal, refletindo a própria divisão entre os setores direitistas, diante da reação que os ataques aos professores vem levantando em todo o País. Mas a extrema-direita vai continuar pressionando em favor da sua discussão e aprovação, o que serve para realizar campanha em favor dos ataques aos professores.

Apesar de mais esta vitória parcial, os professores, estudantes e ativistas precisam ter claro, que não são meras vitórias no parlamento que irão frear a sanha direitista no ataque aos professores.

O ataque da direita aos mestres visa calar a voz de um setor importante, vital no combate aos setores que representam o retrocesso da sociedade e relevante na mobilização crítica contra os ataques aos trabalhadores de maneira geral, com as reformas capitalistas em marcha, como a reforma da previdência  e as já aprovadas reformas trabalhistas e a privatização de estatais brasileiras como a Petrobras que pretendem levar os trabalhadores á marcha ré da história, transformando-os em escravos do século XXI.

A única maneira real de acabar com o escola com fascismo é a organização de alunos e professores em comitês de Luta onde a qualquer provocação, humilhação, intimidação e exposição de professores estes comitês imediatamente organizem mobilizações, atos em qualquer escola onde um professor estiver a ser perseguido, colocando para correr os fascistas.

Está previsto, para esta sexta feira, dia 21, a votação do aumento da contribuição previdenciária dos servidores municipais, o chamado Sampaprev. O sindicato dos professores da capital paulista (Sinpeem) convocou para esta sexta-feira uma paralisação dos trabalhadores para acompanhar a votação e lutar pela derrubada do brutal arrocho que será imposto contra os servidores, em caso de aprovação do projeto, que poderá chegar a 19% de desconto nos holerites da categoria. Todos à Câmara Municipal de São Paulo hoje!