Ajuda? Não. Ataques!
Em reunião, indígenas foram cruelmente atacados pelo capanga de Bolsonaro, General Augusto heleno
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Governo se recusa a enviar ajuda às comunidades indígenas | Secretaria Especial de Saude Indigena (SESAI)

Nesta segunda, 20 de julho, aconteceu em Brasília (DF), uma reunião marcada por ordem do STF em ação que pede proteção a indígenas contra Covid-19, onde esteve presente representantes indígenas e o ministro do Gabinete de Segurança Institucional, General Augusto Heleno, que foi classificada como “humilhante e desastrosa” por parte dos líderes indígenas.

Nessa reunião, os líderes indígenas buscavam de uma certa maneira uma medida emergencial e o apoio necessário por parte do governo no combate ao coronavírus. Mas o que se viu nessa reunião não passou de ataques de ódio, ofensas, e a transferência de toda a responsabilidade da contaminação para os próprios indígenas. Obviamente que o governo já deixou bem claro que com indígenas não tem acordo, que o governo não vai fazer o mínimo possível para ajudar a comunidade indígena. Nenhuma novidade até aqui, vindo de um governo genocida.

Augusto Heleno deixou bem claro qual vai ser o tratamento do governo em relação aos indígenas. Disse que povos fora de terras demarcadas serão tratados como produtores rurais e mandou-os procurar o SUS (Sistema Único de Saúde), como qualquer cidadão, rasgando totalmente a Constituição. Um crime.

A Apib (Articulação dos Povos Indígenas do Brasil) enviou uma petição ao ministro Luís Roberto Barroso dizendo “A experiência vivida por eles foi de um tratamento desastroso, humilhante e constrangedor, situação à qual nenhum cidadão merece passar, sobretudo diante de autoridades do governo brasileiro. Os indígenas relatam que a reunião foi arquitetada para atacá-los, incluindo acusações dirigidas a eles com palavras de baixo calão. Sentiram-se como alvo de tentativas intimidatórias” e ainda diz que Augusto Heleno “fez um discurso altamente conflitante” no que diz aos tratamentos.

E os ataques prosseguiram. Heleno ainda disse que os líderes indígenas são “cínicos, levianos e covardes”, quando confrontado pela omissão com a comunidade indígena.

A comunidade indígena foi humilhada. Duramente atacada. O governo não demonstrou qualquer respeito. Seu representante, General Augusto Heleno deixou bem claro que vai ser assim daqui em diante. Indígenas para eles não tem valor. Foram tratado como imigrantes.

Se as organizações de massa não se mobilizarem urgentemente para derrubar o governo de Bolsonaro e tirar todos esses golpistas de Brasília, os crimes vão continuar acontecendo, o ataque aos direitos que foram conquistados pelo povo vai prosseguir.

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