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Na última semana, a então vereadora do Rio de Janeiro Marielle Franco, do PSOL, foi assassinada pelo aparato de repressão do Estado. Sob intervenção militar, o segundo Estado mais importante do país tem como o chefe máximo de todas as polícias, bem como dos bombeiros, um general do Exército.

Essa intervenção no Rio foi a grande responsável pela morte de Marielle Franco. Ao contrário do que a imprensa golpista vinha afirmando, de que a intervenção militar visava combater a “bandidagem”, o que tem se provado é que a ocupação crescente dos postos mais fundamentais do Estado pelos militares permitirá que o Exército e a polícia massacrem qualquer setor que se rebele contra o governo golpista.

O assassinato de Marielle Franco não é, como a imprensa burguesa tenta afirmar, “um crime como qualquer outro” – se é que isso existe. Também não é, como bradam setores confusos da esquerda pequeno-burguesa, “mais um caso de feminicídio” ou “mais um caso de racismo”. Marielle Franco foi uma vítima do golpe de Estado – assim como foi a ex-primeira dama Marisa Letícia –, e seu assassinato é um indicativo de que os donos do golpe – que cada vez mais recorrem às Forças Armadas – são capazes de ir até as últimas consequências para manter sua dominação sobre o povo brasileiro.

Nesse sentido, a morte de Marielle Franco precisa ser denunciada fortemente por todos os setores democráticos. É necessário colocar claramente que Marielle foi executada por agentes do Estado – isto é, por agentes da repressão do Estado – e que a luta contra o golpe também deve se traduzir em um verdadeiro enfrentamento contra esses setores repressivos – e não em uma aliança com eles.

Em Pernambuco, no entanto, o PSOL insiste em fazer o contrário. Ao propor um ato em homenagem à Marielle Franco, programado para acontecer uma semana após sua morte, o PSOL garantiu que haveria carro de som. O carro de som, contudo, não viria da CUT, mas sim do Sinpol – Sindicato dos Policiais Civis. Ou seja, no ato em que toda a esquerda deveria se revoltar contra toda a repressão do Estado, o PSOL propôs que a Polícia Civil de Pernambuco participasse – não só como “efetivo de segurança”, mas sim como uma organização que estaria contra o assassinato de Marielle.

Embora pareça loucura, este tipo de comportamento já é esperado do PSOL. Afinal, o candidato a prefeito do Rio de Janeiro pelo partido em 2016, Marcelo Freixo, é favorável às UPPs e nunca condenou veementemente a intervenção militar no Estado. Além disso, há não muito tempo, o partido anunciou que faria uma campanha de filiação junto a policiais.

A relação do PSOL com a polícia também não é uma novidade em Pernambuco. O presidente do Sinpol, afinal de contas, é filiado ao PSOL e deverá ser candidato a deputado estadual se houver eleições. Edilson Silva, deputado estadual pelo PSOL em Pernambuco, passou seu mandato inteiro ecoando as campanhas “contra a violência” da Rede Globo e pedindo “melhores condições” para os policiais.

O assassinato de Marielle não pode ser transformado em mais uma farofada da Rede Globo. É necessário realizar uma gigantesca mobilização, exigindo o fim da intervenção militar no Rio de Janeiro, a dissolução da Polícia Militar e que seja capaz de impedir a prisão do ex-presidente Lula.

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