Em Paranaguá-PR professores recebem menos que um salário mínimo, reforma trabalhista mostra a que veio

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Em 2015 houve uma grande greve dos professores municipais de Paranaguá, que reivindicavam apenas o pagamento do piso nacional do magistério. O prefeito da época, Edison Kersten (MDB) não cedeu às reivindicações alegando, a máxima de sempre da direita, que estava no limite prudencial da LRF (Lei de Responsabilidade Fiscal), mantendo o salário dos cargos comissionados dos acordões políticos em detrimento de cumprir a lei do piso.

Já nas eleições de 2016, a parcela mais organizada da categoria, que faz parte da direção do SISMMAP (Sindicato dos Servidores do Magistério Municipal de Paranaguá) apoiou o atual prefeito, Marcelo Roque (Podemos) sob o acordo de que o prefeito pagaria tudo que o prefeito anterior não pagou. O resultado é óbvio, alguns professores ganharam cargos dentro da administração pública e o prefeito não apenas não cumpriu o acordo como lançou mais ataques aos servidores municipais de conjunto, o que inclui os professores.

Mas o fato é que se os professores municipais que são concursados e tem “relativa” estabilidade já estão sofrendo bastante com o efeito cascata do golpe de Estado, que impõe o ajuste no governo federal, depois aos estaduais e depois aos municipais, a situação pior é dos professores do ensino privado.

Até o fechamento desta matéria, recebemos a informação de que há professores recebendo R$ 732,00 para trabalhar em meio período.

Mais uma prova de que a “reforma” trabalhista, a terceirização total e as medidas dos golpistas são ferramentas da direita para diminuir o salário dos trabalhadores e garantir que ganhem menos que um salário mínimo e que para combatê-las não será suficiente fazer acordos e ganhar cargos ali e acolá.

Para defender os direitos dos trabalhadores é preciso se organizar com todas as demais categorias do País, uma vez que a luta isolada, de uma categoria lutando apenas pelo seu, está fadada ao fracasso e a enfrentar ainda mais travas, como direções sindicais, que por omissão ou conivência não se levantam contra os patrões.

Só a organização independente dos trabalhadores em relação aos patrões pode efetivamente ter sucesso na defesa dos seus direitos. Portanto, professores ou não, servidores municipais ou não, a saída é integrar os já existentes ou constituir Comitês de luta contra o Golpe!