Organização Comunitária
O conselho popular da comunidade de Paraisópolis realiza trabalho junto à população para minimizar os impactos da pandemia na localidade
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Comunidade de Paraisópolis abriga mais de 70 mil habitantes | Foto: (Reprodução/Twitter)

O Estado mais rico e próspero da federação, São Paulo, ostenta também, no país, a posição negativa de recordista nacional dos casos de infecção e mortes pela Covid-19. São Paulo, que há mais de duas décadas vem sendo governado pelos neoliberais golpistas tucanos, dá exemplo ao país de como não se deve atuar no combate ao coronavírus. Tanto o governador do Estado (João Doria) quanto o prefeito da capital (Bruno Covas) foram eleitos pelo PSDB, o partido que teve a mais destacada atuação para viabilizar o golpe de Estado de 2016, destituindo, ilegalmente, o governo eleito em 2014, do Partido dos Trabalhadores.

Na capital, São Paulo, enquanto os números da pandemia evidenciam o descaso das autoridades governamentais do município para com a população, que se vê quase que totalmente desassistida no enfrentamento à disseminação do vírus, “levantamento do Instituto Pólis mostra que, em territórios precários na cidade de São Paulo, com organização comunitária estruturada, o controle da Covid-19 está sendo mais efetivo, em comparação com a média municipal”. “Esse é o caso de Paraisópolis , uma das maiores favelas brasileiras, que conta com mais de 70 mil habitantes” (Portal IG, 26/6).

De acordo com o Instituto, a taxa de mortalidade por Covid-19, na comunidade, em levantamento feito no mês de maio, era de 21,7 pessoas por 100 mil habitantes. “O índice está muito abaixo da média municipal (56,2) e de bairros como o Pari (127), Brás (105,9), Brasilândia (78), e Sapopemba (72)” (idem, 26/6)

De acordo com as lideranças locais, “a associação de moradores de Paraisópolis desenvolveu estratégias para suprir a falta de políticas públicas para a comunidade. Foi criado o sistema de presidentes de rua, em que voluntários ficam responsáveis por monitorar famílias para possíveis sintomas do Covid-19. “São cerca de 420 presidentes – cuidando de 50 casas cada” (idem, 26/6). Eles também realizam trabalho de arrecadação e distribuição de cestas básicas e foram capacitados para dar encaminhamento correto aos que apresentam sintomas da doença” (idem, 26/6).

Enquanto o poder público só comparece para semear o terror, a ameaça, a violência e a morte contra os moradores, através das batidas e incursões da criminosa PM paulista, a própria população local desenvolveu formas de auto-organização, expressa no modelo de Conselhos Populares, onde a  comunidade atua para identificar, propor e encaminhar soluções para os problemas do dia-a-dia dos moradores.

A experiência vivida por uma das maiores e mais carentes comunidades pobres do país, Paraisópolis, onde a própria população desenvolveu estratégias e  mecanismos de defesa, através da auto-organização (Conselhos Populares), atesta, de forma inequívoca, que somente a luta popular, independente do Estado, é capaz de efetivar a conquista das reivindicações da população, sejam elas de que natureza for, até mesmo as mais elementares, como se vê no esforço da comunidade para controlar, impedir a disseminação e minimizar os efeitos da Covid-19 em Paraisópolis.

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