Em operação nazista, polícia executa estudante negro e mais cinco no Complexo da Maré

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Na última quarta-feira feira (20), a Polícia do Estado do Rio de Janeiro assassinou seis pessoas no Complexo da Maré, na capital do Estado. Dentre os supliciados estava um adolescente negro de apenas 14 anos. De acordo com o Pai, o pedreiro José Gerson da Silva, Marcos Vinícius da Silva se dirigia a escola, estava uniformizado, no caminho ouviu tiros que partiram de um helicóptero contra a comunidade, assustou-se, deteve-se, decidiu voltar para casa, no caminho deu de cara com o “Caveirão” da Policia. Um tiro de fuzil na barriga, que lhe destruiu órgãos internos, retirou-lhe a vida. Os tiros vieram dos carrascos da polícia, do Exército e dos golpistas que determinaram a intervenção militar no Rio de Janeiro contra a população.

Vinícius ficou caído em meio a tiros, a polícia impediu que a ambulância entrasse para atendê-lo. O jovem passou por cirurgia, teve o baço removido, mas não resistiu. Os pais da vítima e testemunhas denunciaram à Polícia como os assassinos. “É um estado doente que mata criança com roupa de escola”, afirmou a empregada doméstica Bruna Silva, mãe de Marcos. A policia diz que ira investigar o caso, mas a princípio não vê irregularidades na operação.

A mesma corporação assassina que ceifou a vida de Vinicius ainda na flor da idade, reprimiu violentamente os estudantes do Ciep Operário Vicente Mariano, que protestavam na Linha Amarela nesta quinta-feira (21) contra o cruel assassinato de seu colega de Escola. Um dos Policiais chegou a ameaçar espancar uma estudante com um pedaço de pau.

Toda a vil imprensa capitalista, golpista dissimulou a ação bestial e nazista da polícia e do Estado, dizendo que o jovem foi “morto em uma troca de tiros” ou “vítima de bala perdida”. Não, foi assassinado fria e deliberadamente pela Polícia, pelo Estado. Ainda creditam a má organização da operação o fato de um helicóptero passar atirando indiscriminadamente na população, com agravante de estar próximo a uma escola. Uma operação claramente nazista.

As comunidades do Rio de Janeiro estão sendo transformadas, aos olhos de todos,  em verdadeiros campos de concentração, que em nada devem ao gueto de Varsóvia ou aos guetos na África do Sul durante o Apartheid. De outro lado fica cada vez mais evidente para a população que a Polícia é uma organização assassina, criminosa que atua para perseguir e oprimir a população pobre e negra do país e nada mais.

O fato gerou medo e revolta na população da comunidade. A realidade da violência inaudita da polícia contra o negro, o pobre, contra o povo, contrapõe-se cada vez mais, na mentalidade da população, à ideologia da segurança pública, da guerra às drogas etc. Fica mais evidente para todos que a Polícia é uma organização assassina do povo a serviço Estado, controlado pelos golpistas, e que na medida em que avança o golpe e a extrema direita aumenta a repressão e a selvageria da polícia.

De sorte que, para garantir os direitos democráticos do povo é necessário acabar com essa organização e para tanto derrotar os golpistas que nela se apoia em sua luta contra o povo.