Em nome de suposta unidade, PCdoB pressiona PT a aceitar “plano B” e apoiar golpistas

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Depois de reunir, na semana passada, com o candidato-abutre Ciro Gomes (foto), frustrado em sua perspectiva de ser o candidato principal dos golpistas, o PCdoB lançou nota do seu comitê central conclamando PT, PDT, PSB e PSOL a comporem uma frente eleitoral já no primeiro turno das eleições presidenciais com o objetivo de supostamente garantir no pleito de 2018 a vitória sobre o chamado eixo neoliberal formado ao redor do PSDB, representado por Geraldo Alckmin (PSDB).

Segundo o próprio partido, essa política é resultado do fracasso da tentativa de uma unidade ainda mais ampla com partidos da direita, que apoiaram o golpe, em torno da chamada “Frente Ampla”, que não será “possível para essa eleição”, diante do que passam a defender “pelo menos a união dos partidos de esquerda” como “necessária e possível”.

A nota representa uma nova versão do chamado “plano B”, ou seja, da aceitação da política da direita de deixar Lula – o único candidato da esquerda capaz de derrotar os golpistas nas eleições – preso e de fora do processo eleitoral, que o PCdoB defende desde os primeiros momentos.

Com essa nova “versão”, os “comunistas” querem impor uma pressão sobre o PT para que aceitem o “plano B” e junte a partidos e candidatos que apoiaram e continuam apoiando o golpe e sequer consideram que Lula é um preso político. Uma forma clara de colabora com a farsa eleitoral organizada pela direita golpista, o que permitiria que o “teatro eleitoral” seguisse seu roteiro sem turbulência, agradando o imperialismo e todos os que querem aprofundar o regime golpista.

A despeito de pedir demagogicamente a liberdade de Lula, o PCdoB trabalha na verdade para viabilizar o pedetista Ciro como cabeça de chapa, um candidato burguês e que buscou (e ainda busca) obter o apoio de setores ainda mais reacionários da burguesia golpista que estão se unificando em torno da candidatura de Ciro Gome.

O apoio a Ciro Gomes e/ou a aliança com partidos golpistas que votaram pela derrubada da presidenta Dilma Rousseff e em outras medidas dos golpistas de ataque ao povo brasileiro, como a intervenção militar no Rio de Janeiro, apoiam as “reformas” golpistas do governo fantoche de Temer e Cia. representa uma capitulação diante dos golpistas e não favorece sob nenhum aspecto a luta dos trabalhadores.

A unidade da esquerda que lutou e luta contra o golpe, só pode se dar na luta pela liberdade de Lula e na defesa, até as [ultimas consequências da sua candidatura presidencial, deixando de lado qualquer perspectiva de referendar eleições fraudulentas, sem a participação do candidato apoiado pela esmagadora maioria das organizações de luta dos explorados e que tem um amplo apoio popular. É Lula ou nada!