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Aumento da repressão
Equador: em meio a mobilização, Moreno decreta estado de sítio
Diante das mobilizações contra o governo, o presidente do Equador, Lenín Moreno, decretou Estado de Sítio, que permite o uso das Forças Armadas nas ruas e a censura à imprensa.
lenin-moreno-wikileaks_twitter_A-Agencia
Aumento da repressão
Equador: em meio a mobilização, Moreno decreta estado de sítio
Diante das mobilizações contra o governo, o presidente do Equador, Lenín Moreno, decretou Estado de Sítio, que permite o uso das Forças Armadas nas ruas e a censura à imprensa.
FOTO: REPRODUÇÃO/LENÍN MORENO/TWITTER
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FOTO: REPRODUÇÃO/LENÍN MORENO/TWITTER

Da redação – Quinta-feira (03/10), o presidente do Equador, Lenín Moreno, decretou estado de sítio em meio à grandes mobilizações contra sua política econômica neoliberal – de acordos com o Fundo Monetário Internacional (FMI).

Segundo Moreno, a medida foi para conter o “caos” no país, utilizando-se das Forças Armadas nas ruas para conter a rebelião popular contra os ataques do governo. A medida, além de aumentar a repressão policial, também o permite de estabelecer censura prévia dos meios de comunicação para manter a “segurança do Estado”.

A ministra do governo, María Paula Romo, informou à imprensa que o estado de sítio durará 60 dias para “recuperar a paz”.

Protestos contra Moreno

Nesta quinta-feira (3), as ruas do país amanheceram com grandes mobilizações contra o governo equatoriano. As federações de transporte do Equador paralisaram atividades por conta da política de acabar com subsídios para diesel e gasolina, que encareceu o combustível substancialmente.

Todas a categorias, de taxistas a caminhoneiros, passando por motoristas de ônibus, pararam. Os estudantes se somaram à paralisação, saindo às ruas, marchando contra o governo e enfrentando a repressão policial.

A polícia chegou a reprimir jornalistas nas ruas e 19 pessoas já foram detidas.

O governo de Moreno é fantoche do imperialismo. Eleito como político de esquerda, Moreno se vendeu aos norte-americanos e está realizando uma política de austeridade econômica, cortando gastos com serviços sociais e fazendo acordos com os banqueiros internacionais.