Covid-19
O número de infectados no frigorífico JBS/Friboi de Colider, município de Mato Grosso do Sul supera em 12 vezes os contaminados pelo coronavírus do município
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noria de abate de frangos
Nória de abate de frangos | Foto: Reprodução

Os patrões do setor frigorífico espalhados pelo Brasil estão mostrando o quanto preservam a vida de seus funcionários, tanto é assim que a cada notícia veiculada na imprensa burguesa, os números de casos de trabalhadores contaminados só vêm aumentando.

O estado de Mato Grosso do Sul, entre outros, é um exemplo do tamanho da catástrofe reinante, conforme o investigações do Ministério Público do Trabalho (MPT), são vários municípios, um deles, por exemplo, na cidade de Colider, o número de infectados no frigorífico supera em 12 vezes os contaminados pelo coronavírus do município.

Enquanto na cidade a média é de 33.438 habitantes e 498 casos da Covid-19 (1,49%), na JBS são 602 funcionários e 84 casos confirmados (13,95%).

Ao contrário do que apregoa a latifundiária, golpista e ministra da agricultura Tereza Cristina de que há exagero nas informações de contaminação dos operários em frigoríficos, têm casos que chegam a mais de 40% dos trabalhadores existentes na indústria. Para a ministra genocida, a vida dos trabalhadores não tem nenhuma importância, por isso cria normas que força os funcionários a trabalhar nas piores condições possíveis e imagináveis, sem nenhuma proteção, distanciamento, insumos diversos, bem como, testagem dos funcionários, tanto para verificar se positivo, quanto a testagem sorológica negativa.

Apesar de, nos quatro cantos do país, os frigoríficos do grupo JBS/Friboi existir uma gama de operários contaminados, com várias fábricas interditadas, inclusive no Rio Grande do Sul, onde, em apenas um frigorífico foram registrados mais de 40%, os donos genocidas, em nota, informaram que criaram um protocolo de prevenção à Covid-19 em todas as unidades, seguindo as recomendações do Ministério da Saúde. Um engodo.

Segundo os procuradores do MPT, “a forma de transmissão do vírus, somado ao efeito ‘exponencial’ de contaminação, e, por fim, à ausência de testagem, tem o efeito de uma ‘bomba relógio’ em ambientes de trabalho”.

Não há alternativa aos trabalhadores a não ser a paralização das atividades nos frigoríficos através da greve, para que possam preservar suas vidas, uma vez, para os patrões os funcionários são apenas objetos e, tanto faz se forem contaminados e morrerem, seja pelas péssimas condições de trabalhadores, ou mesmo pelo contágio do coronavírus.

É necessária a participação da CUT (Central Única dos Trabalhadores) como linha de frente para derrotar essa imposição dos patrões e seus governos, que são capazes de dizimar os trabalhadores para que não seja alterado o lucro de suas indústrias.

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