Eleição municipal
DEM e Cidadania foram ao segundo turno
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Eleições em um golpe, o funeral da vontade popular | Foto: Reprodução

Neste domingo dia 6 ocorreram as eleições municipais de primeiro turno no Amapá. O apagão de energia que assolou o estado por três semanas consecutivas acabou levando ao adiamento das eleições no local, que estão ocorrendo agora. Na capital Macapá tivemos um enfrentamento similar ao visto no restante do país: a esquerda pequeno-burguesa, a direita tradicional, quer dizer, o dito ‘centrão’ e a extrema-direita.

Representando o ‘centrão’ aparece à frente nas pesquisas o direitista Josiel Alcolumbre, do DEM. Josiel é irmão do presidente do senado Davi Alcolumbre, e embora represente um setor profundamente desprezado pelo povo conta com 28% das intenções de voto. Sobre Josiel, tanto seu partido, herdeiro da ditadura militar quanto seu parentesco com Davi Alcolumbre mostram que é um elemento muito direitista e representante de um setor importante da burguesia.

Ainda como candidatos direitistas ‘civilizados’ aparecem Dr. Furlan, do Cidadania e Patrícia Ferraz, do Podemos. Ambos aparecem nas pesquisas com 14% e 13% dos votos, respectivamente, isto é, em empate técnico. Outro que também figura neste setor é Cirilo Fernandes, do PRTB, que aparece com 10%.

Já na ala dita esquerda, aparece com maiores intenções de votos Capi, do PSB com 13%. É preciso deixar claro que o PSB não é um partido propriamente de esquerda. Já o candidato do PSOL, Paulo Lemos, aparece com 7% dos votos. De forma muito parecida com o que vimos nas eleições de São Paulo, estranhamente o candidato do PSOL aparece bem na frente do candidato do PT, o que certamente contribui para que o chamado ‘voto útil’ consiga isolar o PT nas eleições. Sem dúvidas a candidatura do professor Marcos, candidato do PT que teve 3% fica bastante prejudicada.

Finalmente temos o candidato Guaracy, do PSL, que atingiu 9 % nestas pesquisas. O candidato bolsonarista, que aparece como o representante da extrema-direita nas eleições em Macapá está com sua candidatura sub júdice. Vendo o panorama eleitoral em Macapá em perspectiva, temos uma eleição que não se afasta do quadro geral nacional. A burguesia infla artificialmente os candidatos da “pseudoesquerda”, isto é, aqueles setores que não oferecem riscos reais à dominação da direita com o objetivo de isolar o PT.

Ao mesmo tempo, os candidatos ligados ao bolsonarismo também são atacados, de modo que o principal beneficiário eleitoral acaba sendo o ‘centrão’. Chama atenção o fato deste setor conseguir implementar esta manobra, dada a sua já citada impopularidade. Entretanto, é preciso observar também que as eleições municipais são as mais despolitizadas do país, e além de tudo são amplamente controladas pelos currais eleitorais da direita ‘civilizada’.

O resultado destas eleições, que estão sendo divulgadas parcialmente no decorrer deste domingo ainda não foi finalizado. Até o momento em que o prazo desta matéria se encerrou, tínhamos 87,06 % das urnas já apuradas. O resultado parcial não destoa significativamente do que apareceu nas pesquisas que citamos nesta matéria. Josiel aparece à frente com 29,79 % dos votos válidos. Aparece em segundo lugar Dr. Furlan (Cidadania) com 15,88 %, que manteve-se à frente dos candidatos do Podemos e do PSB, embora os três candidatos estivessem em um empate técnico dada a margem de erro da pesquisa.

No que diz respeito à vereança, embora os resultados ainda não tenham sido divulgados, pode-se imaginar que a situação da esquerda seja tão ruim quanto no caso da prefeitura, sobretudo, considerando-se que essa esquerda deu uma importância muito grande a estas eleições. Ao contrário da esquerda parlamentar, o PCO tem afirmado desde antes das eleições que o resultado eleitoral da esquerda seria inevitavelmente negativo, dado que o país ainda vive sob um golpe de Estado.

A única forma das eleições apresentarem um resultado positivo para a esquerda é estejamos em meio a uma profunda mobilização popular. O caso da Bolívia é esclarecedor: o partido de Evo Morales só venceu as eleições por que o povo boliviano enfrentou o golpe militar nas ruas. No caso do Brasil, antes de pensar nas eleições controladas pelo regime golpista é preciso impulsionar a mobilização do povo nas ruas pelo “Fora Bolsonaro e todos os golpistas” e por “Lula candidato” e “Lula presidente”.

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