É preciso agir
Apesar de esconderem o tamanho da tragédia nos frigoríficos, os patrões e seu governo conseguiram fazer com que, até o momento 20% dos funcionários fossem contaminados
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Abatedouro de frango
Noria de abatedouro de frango | Foto: Reprodução

Conforme a Confederação Nacional de Trabalhadores na Indústria de Alimentação e Afins (CNTA), 100 mil trabalhadores em frigoríficos contraíram coronavírus no Brasil, o que corresponde a 20%. De acordo com a CNTA, o Brasil tem 500 mil trabalhadores.

“O cálculo é baseado em informações enviadas por sindicatos locais e nas testagens em massa já realizadas por empresas do setor”. (Globo Rural – 31/07/2020)

No Brasil existem cerca de 500 frigoríficos e, desse montante, empresas como JBS/Friboi, BRF, Minerva, Marfrig, Minuano, Aurora e uma infinidade de frigoríficos que fazem parte de cooperativas, ou seja, frigoríficos cujo número de trabalhadores está próximo a 200 mil e que chegam, em determinadas fábricas, em até mais da metade de funcionários contaminados.

Um dos exemplos dessa atitude genocida dos patrões do setor é o grupo JBS/Friboi que, na cidade de Três Passos, no Rio Grande do Sul chegou a ultrapassar 40% de operários contaminados, ou mesmo no Seara Alimentos, do grupo JBS, da cidade de dourados, onde, de 4.300 funcionários, desde maio, mais de 1.600 foram afastados, ou seja, mais de 37% existentes na fábrica, em Lajeado, no Minuano 67% gestaram positivo, apesar de uma quantidade grande de mortos, esses números, nas estatísticas nunca são divulgados, outra questão que procuram empurrar por debaixo do tapete são os familiares desses trabalhadores.

Os números estão bastante subestimados, uma vez que as informações dos patrões e mesmo dos órgãos como o Ministério da Economia do golpista, banqueiro e neoliberal, discípulo de Milton Friedmam, Paulo Guedes, do Ministério da Agricultura, da latifundiária golpista Tereza Cristina, Ministério da Saúde que nem existe ministro, mas um interino, militar de nome Eduardo Pazuello, ou seja, para tentar de todas as formas manipular os números da realidade. A trupe do governo golpista do fascista Bolsonaro, fazem nos frigoríficos, o mesmo que faz dom o conjunto da população, onde 100 mil mortos e três milhões de contaminados, em números oficiais, tentam dar a impressão de que está tudo normal.

Tereza Cristina, por exemplo, preocupada com o volume de dinheiro que esse setor industrial é capaz de introduzir ao país e, para esses genocidas, teve a capacidade de, diante dos números altos no setor e, com a preocupação de dar conta da produção, cinicamente disse que os números são exagerados, os que são apresentados sobre o COVID-19 nos frigoríficos.

Diante de tamanha situação imposta ao conjunto dos trabalhadores, a CNTA, através de seu vice-presidente Artur Bueno de Andrade. Parece estar mais preocupada com o lucro dos patrões quando afirma que o sindicato “não vê nenhuma possibilidade de reduzir a proliferação da Covid-19 dentro dos frigoríficos”. “Não estou falando de diminuir a produção, mas de diminuir o ritmo”. A exportação cresceu 50%.

Em primeiro lugar, apesar de dizer que “isso é um negócio inadmissível dentro de uma situação de calamidade como essa”. Não existe nenhuma proposta de luta, talvez seja porque também, a exemplo dos patrões que estão em suas casas vendo pelo computador e aplicativos o volume de dinheiro entrando em suas contas, estejam com as portas dos sindicatos fechados.

E necessário à mobilização dos trabalhadores para a realização da greve pela proteção de suas vidas.

A necessária a participação da CUT como linha de frente para derrotar essa imposição dos patrões e seus governos que são capazes de dizimar uma gama de trabalhadores para que não seja alterado o lucro de suas indústrias.

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