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Em entrevista, general revela regime de terror da ocupação no Haiti

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Em uma entrevista a golpista Band News, para tratar sobre a intervenção militar no Rio de Janeiro, o General do Exército Augusto Heleno, ex-comandante militar da ocupação no Haiti, revelou o regime de terror estabelecido naquele país pelas forças de ocupação da ONU e que ele comandou por determinado período.

Apresentado como especialista em segurança pública, o General defendeu na entrevista, sem nenhum constrangimento, pelo contrário, que o interventor do Rio possa ter a mesma flexibilidade, que o exército possa dispor das  “regras de engajamento”, que tivera ele no Haiti. Na opinião do General o que foi feito no Haiti deve também ser feito no Rio de Janeiro. O grau de terror e violência que sofreu o Haiti revelado na fala do general, e que ele quer impor aqui, constrangeu até mesmo os direitistas da BandNews.

O General destacou que no Haiti ele e seus subordinados tinham o poder de determinar a execução de quem quer que seja. Segundo mesmo:

“No Haiti regras de engajamento que permitiam que o sujeito que oferecesse perigo real a sociedade, que fosse o portador ou fosse ator de um ato ou intenção hostil, vejam a flexibilidade que dava a mim  e também ao comandante da cena…”  “…os meus comandantes até nível sargento tinham o poder para decidir se aquilo que estava acontecendo era uma ato ou intenção hostil e diante desta constatação podiam agir chegando até a letalidade, podia matar o indivíduo”.

Sob a orientação do imperialismo mundial, a ONU submeteu um país soberano a um regime de pavor, de arbitrariedade, da massacre, de genocídio pouco antes visto na história, utilizando-se, inclusive de países latino-americanos como o Brasil para participarem deste episódio sombrio da História recente. A ONU determinou, com a justificativa estabilizar o país, sua ocupação militar por tropas estrangeiras. A ocupação transformou-se em regime antidemocrático, violento, cruel e corrupto, um regime de escravização povo haitiano. Tudo isso para atender os interesses do imperialismo.  

Para um ação tão monstruosa, inglória, vergonhosa, recorre-se  sempre a indivíduos igualmente baixos, escória, poeira de humanidade, como é o caso deste General, que não só reconhece com todas as letras que comandou a invasão de um país, estabeleceu um regime sem leis, baseado na força das armas contra a população local, no qual o chefe militar determina que vive e que morre, que promoveu assassinatos e sabe-se lá o que mais, ainda recomenda este “expediente” contra a população de seu próprio país.

Essa é a mentalidade do Alto Comando das Forças Armadas, os mesmos que apoiaram o golpe de Estado e que querem aprofunda-lo estabelecendo uma ditadura militar no país, estes sempre estiveram a serviço do imperialismo e contra o povo, seja de outro país, seja do seu próprio.

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