Racismo no futebol
O goleiro lembra do episódio e não tem dúvida em afirmar que sua reação ao racismo naquele dia, antecipou o final de sua trajetória no futebol
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Goleiro reclamou dos atos racista na Arena do Grêmio em agosto de 2014 | Foto reprodução

“A outra vez que viemos aqui jogar a Copa do Brasil tinha campanha contra racismo, não é à toa. Xingar, pegar no pé é normal. Agora me chamaram de ‘preto fedido, seu preto, cambada de preto’. Estava me segurando. Quando começou o corinho com sons de macaco eu até pedi para o câmera filmar, eu fiquei puto. Quem joga aqui sabe, sempre tem racista no meio deles”, explica o goleiro Aranha do Grêmio, após o dia 28 de agosto de 2014, quando  no Estádio Olímpio, em Porto Alegre, sofreu ofensas racistas  que vinham da arquibancada de uma parte de torcedores gremistas que estava em pé e gritava “macaco”.

Após o jogo o atleta denunciou para o país o comportamento dos gremistas, mas de qualquer maneira, quem sofreu a punição foi Aranha, pois mesmo após ter feito as denúncias com provas que repercutiram na imprensa, tendo dificuldades dentro da política da alta cúpula do futebol prejudicou e puniu o goleiro, mesmo ele tendo sido vítima. “O pior é que fui falar com o juiz (Wilton Pereira Sampaio) sobre isso e ele falou que eu estava provocando a torcida adversária. Sou preto sim, e se isso é insultar, não sei mais nada. Claro que não são todos os torcedores que fazem isso na Arena Grêmio, mas sempre tem alguns racistas aqui no meio”, contou revoltado.

Hoje, Aranha conta em entrevista, que lembra do episódio e não tem dúvida em afirmar que sua reação ao racismo naquele dia, antecipou o final de sua trajetória no futebol. “Eu sabia que se não tivessem provas, eu ia me ferrar, porque eu conheço o futebol, eu sei como são as pessoas do futebol. Existe um pensamento racista na elite do futebol, dos cartolas. Eu sabia que teria consequência. Depois daquele ato, eu percebi uma má vontade comigo.”  E ainda afirma: “Por mais que eu estivesse concentrado no jogo, aquilo não saiu da minha mente. Então, eu decidi tomar aquela decisão e não me arrependo. Paguei com a minha carreira? Paguei. Me arrependo? Não.”

O “Caso Aranha” não teve como um desfecho o combate ao racismo no futebol, nem em lugar nenhum. Precisando dar uma satisfação para a sociedade, os donos do futebol, cartolas e burocratas, que são racistas, puniram o grêmio. Em primeira instância, o Superior Tribunal de Justiça Desportiva chegou a eliminar o Grêmio da competição, além de aplicar multa e afastar dos estádios por 720 dias os torcedores que cometeram os atos racistas. Uma posição apenas demagógica, uma vez que os mesmos que puniram o grêmio, encerraram em seguida a carreira do próprio goleiro Aranha.

O ato de punir na nossa sociedade não se aplica à burguesia, como diz o trecho da internacional:  “O crime de rico a lei o cobre. O Estado esmaga o oprimido. Não há direitos para o pobre. Ao rico tudo é permitido”. Ou seja, os castigos são apenas para os que sofrem a opressão. Pois a capacidade punitiva Estado capitalista, que é controlado pela extrema direita, o que não serve para defender os interesses de todas as minorias, o que na verdade resultará no aumento da opressão geral contra o povo. A verdadeira solução é a união de toda classe operária e tomar as ruas pelo Fora Bolsonaro e Todos os Golpistas ou isso nunca vai acabar, os fascistas precisam ter o que merecem!

 

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