Em dois meses, seis operários mortos em frigoríficos

eplosao de caldeira taquara-rs - 07-08-2018

Em apenas dois meses (junho e julho), no Sul do País,  seis trabalhadores em frigoríficos morreram por total irresponsabilidade dos patrões. Foram três no Paraná, dois no Rio Grande do Sul, e um em Minas Gerais,
Os trabalhadores de um dos frigoríficos, Dip frangos, de Capanema, cidade do sudoeste do Paraná, foram vítimas de uma explosão de um digestor, conforme os próprios trabalhadores, uma panela de pressão para cozimento dos restos dos abates.

Uma tragédia anunciada

Os funcionários já haviam avisado da falta de manutenção nos equipamentos.
Neste frigorifico duas pessoas morreram no local e outra faleceu três dias após a explosão, no hospital, em Francisco Beltrão, além de três feridos.
Em Taquara, cidade do Rio Grande do Sul, no Vale do Paranhana, no Frigorífico Marines Borges foram seis trabalhadores acidentados, desses funcionários, dois morreram no local e quatro foram hospitalizados.
O terceiro frigorífico onde a falta de condições de segurança vitimou mais um trabalhador foi em Taquari, cidade do triangulo mineiro. Conforme informações dos trabalhadores, o funcionário Osmar Peixoto tentou sanar uma pane na nória, maquinário que conduz as peças de carne e caiu da altura de aproximadamente seis metros, sofrendo traumatismo craniano com afundamento de crânio e trauma na coluna cervical, morrendo instantaneamente.

 

Carnificina

Todos os dias, ocorrem inúmeros acidentes nos frigoríficos, a maior parte sequer é notificada. Pior ainda, são ignoradas pelas direções das fábricas, não fornecem notificações como o Comunicado de Acidentes do Trabalho (CAT), forçam os funcionários a trabalharem mesmo doentes e/ou acidentados.
Os acidentados que, quando são socorridos e encaminhados aos hospitais, em raras exceções, ficam no anonimato, em alguns casos ficando apenas como estatísticas.
Enquanto isso, os patrões continuam explorando os trabalhadores mais e mais, em busca de aumentar o volume de suas contas bancárias e nada mais, referendados, como se viu na “reforma” trabalhista, pelo governo golpista.