Desde 2003 Bolsonaro defende milicias fascistas e parabeniza suas execuções

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Da redação – Com a proximidade das eleições presidências, que ocorrerão em outubro deste ano, e o aprofundamento da crise econômica e política no Brasil, muito se tem comentado sobre o avanço da candidatura de Jair Bolsonaro (PSL) à Presidência da República. Os setores mais à direita tem alimentado a candidatura de Bolsonaro com uma forma de fazer oposição à candidatura do ex-presidente Lula, que não encontra adversários no atual cenário político e poderia vencer o pleito ainda no primeiro turno. Diferente do que se tem falado, o candidato da extrema direita não passa de uma farsa e já foi desmascarado diversas vezes por este diário, pois suas posições refletem um avanço dos discursos e praticas de caráter fascista no país.

Nesta semana, começou a circular um áudio de 2003 em que Jair Bolsonaro – estando no Partido Trabalhista Brasileiro, em sua peregrinação partidária -, usa a tribuna da Câmara dos Deputados para parabenizar grupos de extermínio que atuavam no nordeste do país. No áudio, o parlamentar faz o seguinte discurso: “Desde que a política de Direitos Humanos chegou em nosso país, cresceu, se avolumou e passou a ocupar grande espaço nos jornais, a violência só aumentou. A marginalidade cada vez mais tem se visto mais à vontade, tendo em vista esses neoadvogados para defendê-los. Dizer aos companheiros da Bahia que… agora a pouco veio um parlamentar criticar os grupos de extermínio…, enquanto o Estado não tiver coragem para adotar a pena de morte, esses grupos de extermínio, no meu entender, são muito bem-vindos. Se não tiver espaço na Bahia, pode ir para o Rio de Janeiro. Se depender de mim, terão todo o apoio. No Rio de Janeiro, só as pessoas de bem são dizimadas. Na Bahia, as informações que eu tenho, lógico são grupos ilegais, mas, meus parabéns, a marginalidade tem decrescido”.

Bolsonaro não apenas defende a pena de morte no país, mas também defende a sua aplicação de forma ilegal por grupos criminosos que instauram um regime de terror e violência contra as populações pobres e a classe trabalhadora nas favelas e bairros operários. Ao contrario do falso moralismo cristão que o candidato do PSL prega em seus discursos, fica claro que ele prega a violência contra o povo e o extermínio dos trabalhadores por milícias que compõem o crime organizado, ou seja, Bolsonaro defende que o crime organizado possa assassinar o povo nas ruas.

Vale ressaltar que ainda em 2003, aproximadamente um ano após o discurso de Bolsonaro, um mecânico foi assassinado pelos grupos de extermínio defendidos pelo parlamentar. O mecânico foi assassinado porque denunciava um homicídio cometido por policias contra o irmão de um amigo. O que preocupa mais ainda, é que a maior parte dos membros destes grupos de extermínio, segundo CPI que investigou o caso, é composta de ex-políciais, policias, agentes de segurança privada e integrantes de facções criminosas ligadas ao tráfico de drogas.

Bolsonaro, como bom fascista que é, defende que os trabalhadores sejam ameaçados por grupos de assassinos organizados que atuam fora da lei, e ainda os parabeniza. Isso deixa claro que Bolsonaro não é um representante do povo, mas sim um representante da burguesia que tem interesse em manter um regime de terror contra o povo para perpetuar sua exploração. Estes mesmos grupos são responsáveis por assassinar as lideranças dos movimentos populares, dos partidos políticos e todos aqueles que opõem a dominação capitalista e submetem o povo a uma situação de repressão total. Vale ressaltar que os grupos de extermínio foram amplamente utilizados pelos regimes fascistas europeus,incluindo o regime nazista, além de terem atuado nas ditaduras sangrentas que se estabeleceram na américa latina durante as decadas de 60, 70 e 80. Estes grupos agiram históricamente para coagir a população e intimidar o movimento operário para facilitar a exploração da burguesia e forçar a população a aceitar condições de vida miseráveis. Mais uma vez o próprio Bolsonaro faz questão de tirar a mascara e mostrar ao povo o que realmente é: um capacho da classe dominante, um inimigo do povo brasileiro.