Em carta de Natal, Lula adverte para enfrentar a extrema-direita e os golpistas

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O ex-prefeito de São Bernardo dos Campos, Luiz Marinho, recém candidato ao governo de São Paulo pelo partidos dos Trabalhadores, leu uma carta escrita por Lula para a vigília Lula Livre que surgiu em Curitiba, onde Lula está preso, em defesa do ex-presidente.

Na carta, Lula diz para a militância não temer os avanços da extrema-direita e dos golpistas (“valentões), indicando para um enfrentamento da militância contra os ataques dos fascistas.

“O ódio pode estar na moda, mas não temam nem se impressionem com essas pessoas posando de valentões”

A política, por mais que encoberta de um discurso moderado, está correta. A esquerda não pode temer as agressões da extrema-direita contra a população.

Com a vitória fraudulenta de Jair Bolsonaro nas últimas eleições, os fascistas e seus bandos reacionários saíram às ruas em diversas ocasiões para agredir os militantes de esquerda e os sindicatos.

Esse tipo de atitude não pode ser aceita. A política truculenta da extrema-direita precisa ser respondida a altura, com o mesmo peso.

É preciso enfrentar os fascistas nas ruas. Caso contrário, esta minoria violenta irá impor pela força a ditadura, a censura e os ataques contra os trabalhadores e suas organizações.

É nesse sentido que o Partido da Causa Operária (PCO) e comitês de luta contra o golpe, em todo país, estão defendendo a formação dos comitês de autodefesa para reagir às agressões dos bolsonaristas e outros grupos reacionários.

São estes que procuram intimidar a população para que esta não se mobilize contra os ataques dos golpistas e pela liberdade de Lula.

Assim sendo, toda a esquerda tem que comparecer em Curitiba no dia 31 deste mês, em defesa do ex-presidente Lula. A luta pela liberdade do líder metalúrgico é fundamental para se contrapor aos ataques dos golpistas. E apenas derrotando o golpe será possível colocar a extrema-direita em seu devido lugar, na lata de lixo da sociedade, de onde eles apareceram.