Em ato de solidariedade ao povo venezuelano, PCO defende armamento da população contra a ofensiva do imperialismo

maduro

Cerca de 200 pessoas, entre militantes, ativistas, intelectuais, artistas, embaixadores e representantes de partidos de esquerda participaram de um importante ato de solidariedade ao povo venezuelano e de apoio ao presidente Nicolás Maduro, reeleito presidente da Venezuela pela esmagadora maioria da população, para mais um mandato popular. O evento ocorreu na Embaixada do país bolivariano, em Brasília, na manhã de quinta-feira, dia 10 de janeiro.

O ato marcou o apoio do ativismo de esquerda da capital brasileira ao presidente Maduro, onde os diversos oradores enfatizaram, não só a importância da solidariedade ao povo venezuelano, como a necessidade de uma ampla unidade dos povos latino-americanos em defesa da soberania, da auto-determinação e da autonomia da livre decisão do eleitorado do país vizinho, que conferiu mais um mandato ao herdeiro do presidente Hugo Chavez.

Todas as intervenções foram unânimes em condenar as ameaças e os insultos do imperialismo norte-americano contra o governo popular de Nicolás Maduro, em particular as ameaças de intervenção militar contra a nação bolivariana. Os embaixadores de Cuba e da Nicarágua presentes ao ato enfatizaram que seus países também estão sendo vítimas neste momento da mesma política de agressões e ameaças por parte do governo direitista de Donald Trump, que se materializa através de conspirações e sabotagens, com o objetivo claro de desestabilizar os regimes e governos que se opõem ao imperialismo na região. O embaixador cubano atacou duramente os Estados Unidos pelas ações de embargo econômico que o imperialismo mantém há várias décadas contra a ilha socialista caribenha. Exaltou também as conquistas da revolução cubana, que acaba de completar 60 anos.

O representante do Partido da Causa Operária, em sua intervenção, dirigiu uma saudação ao povo venezuelano e ao governo recém-empossado, ressaltando a legitimidade do mandato conquistado por Nicolás Maduro, que alcançou a reeleição com uma votação superior a todos os governos direitistas de outros países do continente eleitos em período recente (Chile, Argentina, Colômbia), incluindo aí o próprio Trump, que teve votação muito inferior ao percentual de votos obtido por Maduro. Ressaltou ainda a necessidade de um posicionamento claro, por parte de toda a esquerda e das forças progressistas do continente, de defesa incondicional do governo e do povo venezuelano; da luta em defesa da soberania e auto-determinação dos povos e governos populares da América Latina.

Finalizando a intervenção, o PCO reforçou que a ofensiva da direita golpista, da burguesia e do imperialismo no continente somente poderá ser derrotada através de um amplo processo de mobilização das massas populares; da luta conjunta de todos os povos em defesa das conquistas sociais dos trabalhadores; do armamento da população para sua auto-defesa contra as ameaças de intervenção militar do imperialismo; e pela vitória da revolução socialista no continente.