Em agência do banco Itaú, em Brasília, nem ar condicionado funciona

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Trabalhadores e clientes do banco Itaú, na cidade de Recanto da Ema, no entorno em Brasília, reclamam da falta do funcionamento do ar condicionado na agência.

Enquanto os altos executivos golpistas do Banco Itaú, e, diga-se de passagem, que não fazem nada, estão todos confortavelmente nos espaçosos escritórios do banco na Av. Paulista, em São Paulo, com vista para toda a cidade, ar refrigerado (que nunca deixa de ter manutenção), usufruem de todas as mordomias às custas do trabalho alheio, os trabalhadores bancários estão obrigados a trabalhar nas piores condições.

Recentemente foi revelado, por decisão da Justiça, as remunerações máximas e mínimas dos executivos das empresas de capital aberto, e o mais bem pago na lista é o diretor do Itaú, Cândido Bracher, cujos os rendimentos somaram R$ 40,9 milhões em 2017 entre salários e participações, são dados oficiais e sabemos muito bem que por trás desses dados há muito mais.

É o que acontece na agência Recanto da Ema, cidade satélite da Capital Federal, em que o ar condicionado já não funciona a mais de uma semana. Por se tratar de uma agência localizada em um bairro operário na periferia de Brasília, logicamente, o tratamento dado, tanto para os funcionários quanto para a população é da pior qualidade. Com a agência lotada praticamente todos os dias devido à falta de pessoal (o banco vem demitido sistematicamente trabalhadores), a temperatura passa dos 36° fácil, o que vem ocasionando desconforto para funcionários e clientes.  Essa situação difere totalmente em comparação às agências Personalité no bairro mais nobre da cidade, Lago Sul, onde os clientes são tratados com gerentes exclusivos, em salas bem refrigeradas, cafezinho, etc.

Com o golpe de Estado, que também foi financiado pelos banqueiros, os ataques à categoria bancária e a toda a população só se intensificou, e a tendência é um maior aprofundamento desta ofensiva para aumentar, ainda mais, os lucros desses parasitas.

Somente uma ampla mobilização, dos trabalhadores do Itaú conjuntamente com toda a categoria bancária e demais trabalhadores, contra o golpe poderá barrar a ofensiva direitista dos banqueiros.