Despejos
Em plena pandemia do coronavírus, milhares de famílias são colocadas na rua em despejos que se multiplicam em todo o país.
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Despejo | Foto: Mundanilson Mundahmed

O governo federal e os governos estaduais não estão apenas não fazendo o necessário para proteger a população brasileira durante a pandemia do Coronavírus, mas estão agindo diretamente de forma a piorar a exposição de milhares de famílias, em todo país, não só ao vírus, mas, também à uma série de outros problemas que a falta de moradia pode acarretar para essas pessoas.

Tanto no campo quanto na cidade já se somam mais de 6 mil famílias expulsas de seus lares pelo poder público. Trata-se de uma média de 34 despejos por dia no Brasil. Isso em plena pandemia, crise econômica e desemprego desenfreado. 

Essas famílias de trabalhadores encontram-se completamente desamparadas pelo poder público que não só as tiram das próprias casas, como também não é capaz de apresentar nenhuma solução para garantir a sobrevivência desses trabalhadores despejados.

Esses números aberrantes foram levantados entre 1º de março e 31 de agosto do presente ano pela campanha Despejo Zero promovida através de 40 entidades populares.

Segundo a página da internet Habitat para a Humanidade, “A Campanha DESPEJO ZERO é uma ação nacional com apoio internacional que visa a suspensão de qualquer atividade ou violação de direitos, sejam elas fruto da iniciativa privada ou pública, respaldada em decisão judicial ou administrativa, que tenha como finalidade desabrigar famílias e comunidades”.

Um dos casos mais emblemáticos ocorreu em Minas Gerais, sob o governo bolsonarista de Romeu Zema, que investiu a Polícia Militar de Minas Gerais contra trabalhadores do campo que ocupam e cultivam a décadas terras no Acampamento Quilombo Campo Grande, do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), quando a PM destruiu casas e plantações cultivadas há mais de 20 anos de forma agroecológica pelos habitantes do acampamento. A PM não poupou nem mesmo o imóvel onde funcionava uma escola para as crianças do acampamento, que foi impiedosamente destruída.

Já na região metropolitana de São Paulo, cerca de 1.300 famílias foram despejadas no auge das contaminações,  entre abril e junho. O número, registrado pelo Observatório de Remoções, que acompanha desde 2012 esse tipo de ação, foi o dobro dos primeiros meses do ano – quando a crise sanitária não tinha se instalado no país.

Somente na capital paulista, foram registradas 4018 ações de despejo liminar pelo Tribunal de Justiça de São Paulo, entre 20 de março e 20 de maio, segundo o levantamento feito pela Campanha Despejo Zero.

O que está ficando cada vez mais claro é a necessidade de organização dos movimentos populares por moradia se unirem e fortalecerem comitês de auto defesa e resistência contra os despejos imorais promovidos pelos governadores e sustentados pelas políticas cada vez mais impopulares após o golpe de estado de 2016.

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