Abaixo repressão no campo
Indígenas Tupinambás são exemplos de resistência e luta pela terra no interior da Bahia
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Povo Tupinambá organizam-se pela retomada de suas terras e em memória de seus ancestrais | Foto retirada do site Jornada de Agroecologia da Bahia

No ano de 2014 a Força Nacional, em conjunto com outras forças repressivas do Estado, esteve presente na terra indígena do povo Tupinambá de Olivença na região Sul da Bahia. As tropas da Força Nacional foram enviadas para região por conta do conflito de terras no local. Naquela ocasião, o povo Tupinambá foi exemplo de resistência ao expulsar as forças repressivas e permanecerem na região lutando pela terra.

O que motivou naquele momento (e continua a motivar) o conflito na região foi o  interesse dos produtores rurais na terra do povo indígena Tupinambá.

Os indígenas, travam, há anos, uma luta pela reapropriação de suas terras que estão tomadas por fazendeiros. Cansados da lentidão da justiça, no que diz respeito ao processo de demarcação das terras, organizaram-se e ocuparam as fazendas que deveriam estar sendo destinadas ao seu povo se não fosse a justiça burguesa que, além de ser lenta quando se trata de atender os interesses do povo oprimido,  favorece propositalmente os latifundiários. 

Frente ao conflito , o governo, ao invés de responder às manifestações dos indígenas que, desde o início dos anos 2000 buscam pelo reconhecimento e demarcação de suas terras, e acelerar o processo de demarcação das terras, enviou para o território soldados a fim de expulsar os indígenas. Nessa situação a justiça demonstrou sua real função: defender a propriedade privada, aqui representado pelos latifundiários. 

Importante destacar que a região concentra interesses, além dos voltados para a agricultura, também do ramo do turismo representado pelos empresários hoteleiros e etc.

Apesar de toda repressão sofrida, o povo Tupinambá resistiu se mantendo firme e expulsando o aparato estatal do local.  Esse povo demonstrou ser um exemplo no que diz respeito à luta pela terra. Para eles, a terra é um lugar de viver e nas palavras de uma Tupinambá, retratado no documentário O Retorno da Terra, a  “[…] terra não se vende, terra não se troca, terra não se faz comércio. Terra é para viver. É para trabalhar, plantar e colher […]”. Nessa fala é possível diferenciar o objetivo do povo Tupinambá dos objetivos dos latifundiários que buscam usar a terra não para promover bem estar, mas sim lucrar e lucrar a troco de muitas vidas e destruição ambiental.

Os indígenas Tupinambás devem ser exemplo para todos que lutam pela terra. Todo grupo indígena e toda organização que reivindica a terra deve observar o processo de organização e luta dos Tupinambás que vivem a tempos lutando pela retomada de suas terras. Mesmo sendo perseguidos, ameaçados, torturados persistem na ocupação de seus territórios e vem ao longo dos últimos anos, expulsando as forças repressivas que constantemente atuam na região.

Se antes o processo de demarcação das terras indígenas já eram conflituosas, no governo golpista de Bolsonaro estão se intensificando. Por isso, é fundamental termos como exemplo o processo de luta e organização dos Tupinambás.

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