Organizar as mulheres
Para proteção das mulheres, é preciso criar organizações de autodefesa independentes
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Injured woman terrified, leaning on the wooden wall. Concept for domestic violence
Para as mulheres a saída de recorrer a justiça bolsonarista só tem levado a violência maior ainda | Foto: Jesso Carneiro

Nessa semana voltou à baila casos de juízes abusivos em casos de julgamentos de violência contra as mulheres no Brasil.

O caso do juiz Rodrigo de Azevedo Costa, que acabou tendo destaque depois da publicação de uma audiência por guarda e pensão alimentícia pelo qual ele era responsável. No vídeo é possível ver a posição abusiva do magistrado com a mulher que promoveu o processo, com alegações que responsabilizavam a vítima por agressões sofridas pelo ex-companheiro e ameaças de retirada dos filhos. O juiz afirma ainda não estar se importando com lei Maria da Penha muito menos medida protetiva. E de outro magistrado, Edilson Rumbelsperger Rodrigues, de Minas Gerais, que acabou sendo reabilitado pelo STF mesmo após acusações de excessos.

Outras situações foram divulgadas, nas quais se observa um padrão extremamente agressivo de Rodriguez e de Rodrigo Azevedo em relação as mulheres.

Os casos de abuso chegaram a ser encaminhados para o STF, mas o Ministro do Supremo Tribunal Federal, Marco Aurélio de Mello avaliou, no caso de Rodrigues que a conduta do juiz não atingia realmente a nenhuma mulher de modo específico, eram somente alegações abstratas, ou seja, seria somente um problema de linguagem que poderia ser facilmente reparado. Mas na realidade o juiz rejeitou medidas de proteção a favor de mulheres que eram agredidas ou ameaçadas de morte e considerava em suas sentenças elementos da lei Maria da Penha inconstitucionais.

Um dos julgamentos de Rodrigues, em 2007, como é típico de extrema direita obscurantista e fanático religiosa, chegou a culpar, em pleno tribunal, as mulheres pela desgraça da humanidade pelo pecado de Eva.

Já Rodrigo está sendo investigado e quando questionado sobre sua conduta afirmou que não irá se pronunciar sobre o caso para não prejudicar a validade do procedimento.

A posição marcada pelo STF frente a esse circo de horrores, é muito indicativa de qual a tendência que se aponta quando a segurança das mulheres e seus filhos são colocadas nas mãos da justiça golpista brasileira. Serão humilhadas e violadas por elementos da extrema direita brasileira mais ordinária, que vê nas mulheres, principalmente as trabalhadoras, seres inferiores e desprezíveis.

Juízes como esses não irão sofrer nenhum tipo de punição ou sansão do STF, já que essa política é a normatizada pelo governo e a ditadura dos três poderes atual.

É preciso que que a esquerda brasileira majoritária e identitária pare de jogar as mulheres nessa armadilha que é recorrer ao estado como forma de se protegerem da violência, os dados estão ai para provar a desgraça a que essa política leva as trabalhadoras. A única saída é promover a organização independente da classe burguesa para que as mulheres se emancipem, educando a classe operária e se contrapondo a classe opressora.

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