É preciso agir
A manipulação dos números do governo golpista do fascista Bolsonaro quanto à situação da classe trabalhadora no País

Por: Redação do Diário Causa Operária

Conforme artigo divulgado pelo portal na internet da Central Única dos Trabalhadores (CUT) na última quarta-feira (10), o desemprego no País, que atingiu sua maior taxa em 2020 (média de 13,5%), também foi recorde em 20 das 27 unidades da federação.

Conforme o Instituto, das 27 unidades da federação, 20 bateram recorde de desemprego, baseado na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua. As maiores taxas foram registradas em estados do Nordeste e as menores, na região Sul. Além disso, em 15 estados o nível de ocupação ficou abaixo de 50%.

A taxa de desemprego mais alta em 2020 foi registrada na Bahia: 19,8%. Depois vem Alagoas (18,6%), Sergipe (18,4%) e, já no Sudeste, Rio de Janeiro (17,4%). Em São Paulo, foi de 13,9%, também recorde. Já as menores foram apuradas em Santa Catarina (6,1%), Rio Grande do Sul (9,1%) e Paraná (9,4%).

De acordo com a pesquisa, em um ano, o número de ocupados diminuiu em 7,3 milhões, caindo para 86,1 milhões, o menor número da série histórica, iniciada em 2012. “Com isso, pela primeira vez, menos da metade da população em idade para trabalhar estava ocupada no país”, ou seja, o nível de ocupação no ano passado foi de 49,4%.

Ficou abaixo da metade em 15 estados. Os nove do Nordeste, cinco da região Norte e o Rio de Janeiro (45,4%). “Em Alagoas, apenas 35,9% das pessoas em idade para trabalhar estavam ocupadas”, aponta o instituto. O maior nível de ocupação foi o de Mato Grosso (58,7%).

Considerando que os dados sejam o espelho da verdade, o que não se pode garantir, uma vez que o governo golpista do fascista Bolsonaro não inspira confiança nem em seus familiares, como fazem com as manipulações dos números de contaminados e mortos pelo Coronavírus, tomemos como parâmetro para entender a situação atual de crise que reina no País.

Variação regional

A queda da ocupação, que levou ao desemprego recorde, atingiu todos os setores, incluindo os informais. A taxa média de informalidade recuou para 38,7%, ante 41,1% no ano anterior. Nas regiões, essa média foi superada em 19 estados – de 39,1%, em Goiás, a 59,6% no Pará. Em sete desses estados, a taxa ultrapassou 50%. Abaixo de 30%, só São Paulo (29,6%), Distrito Federal (28,2%) e Santa Catarina (26,8%).

“A queda da informalidade não está relacionada a mais trabalhadores formais no mercado. Está relacionada ao fato de trabalhadores informais terem perdido sua ocupação ao longo do ano”, diz a analista Adriana Beringuy, do IBGE. “Com menos trabalhadores informais na composição de ocupados, a taxa de informalidade diminui”.

No último trimestre de 2020, a taxa de desemprego foi de 13,9%. Cai para 11,9% entre os homens e sobe para 16,4% entre as mulheres. É ainda maior entre pessoas pretas (17,2%), atingindo 15,8% no caso dos pardos – classificações usadas pelo instituto. A taxa de desemprego dos brancos foi de 11,5%, abaixo da média.

O governo golpista e seus números

Apesar de os números do IBGE, por si só estarem longe da realidade, o governo resolveu criar “nova” fórmula para realizar pesquisas e manipula-las, assim foi criado o Pnad Covid-19 em maio de 2020, a criação de mais esse órgão de pesquisa é mais uma manobra para ocultar o tamanho da hecatombe criada pelo fascista Bolsonaro e sua equipe, desta forma tenta confundir o conjunto da população de que estão criando emprego.

Os dados sobre a situação dos subutilizados, desalentados, entre outros, para o instituto, não fazem parte dos desempregados, mas como uma categoria à parte. Ou seja, uma forma disfarçada de colocar todos os trabalhadores, tanto da ativa, como os desempregados à margem da sociedade, a exemplo dos escravos do período colonial.

A média de 13,5% tem como único objetivo esconder que, no segundo e último semestre de 2020, as taxas de desemprego, mesmo com toda a manipulação, ficaram acima de 14%. Vários setores industriais estimam que o crescimento da taxa de desemprego não vai parar por aí.

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