Em 1964, os militares davam um golpe criminoso e a imprensa burguesa falava: “A democracia está sendo restabelecida”

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Da redação – “Congresso declara presidência vaga: Mazzilli assume”, noticiava a Folha de S. Paulo em 02/04/1964.

Na noite do dia 31 para o dia primeiro de abril (dia da mentira) foi institucionalizado no Brasil o golpe militar de 1964, noticiado em várias rádios e meios de comunicação da época ainda no dia 31, mas foi somente no dia 1 de abril que os generais do exército de fato depuseram João Goulart para tomarem posse do governo e ocuparem o planalto.

Esse regime autoritário instaurado através de um golpe em 1964 no dia da mentira, durou até 15 de março de 1985 (21 anos), quando José Sarney assumiu a presidência através de eleições indiretas em 1984, em um período que ficou conhecido como a nova república. Mas foi somente em 15 de janeiro de 1985, através de eleições também indiretas elegendo o então presidente Tancredo Neves que tiveram fim duas décadas de terror vividos pelo Brasil.

A ditadura militar de pôs em prática vários atos institucionais que suprimiram as liberdades democráticas civis e políticas, em 1967 o congresso nacional foi dissolvido e foi criado um código de processo penal militar que permitia o exército brasileiro e a polícia militar prender e encarcerar pessoas consideradas suspeitas ou “subversivas”. Um exemplo foi o AI 5 que impossibilitava a revisão judicial extinguido assim o habeas corpus em 1968, que vigorou por 10 anos.

Com diretriz entreguista e desindustrializante de caráter fascista, a ditadura teve seu ápice na década de 1970 com a farsa do “milagre econômico” ao mesmo tempo em que aumentava a repressão contra a classe trabalhadora, estudantes e intelectuais e censurava os meios de comunicação, exilava e torturava artistas até crianças.

Essa ditadura militar brasileira influenciou em várias outras ditaduras por toda a América Latina. Na década de 1980 a ditadura militar foi mergulhada em total decadência, que já havia começado nos anos 70, graças ao movimento revolucionário dos trabalhadores, que, com suas greves desafiaram a brutal repressão às suas organizações e demonstraram que a única força capaz de derrotar os fascistas e golpistas é a força das massas populares liderada pelo proletariado.