Bolsonaro Fascista!
Se Bolsonaro elogia um torturador e diz que ele tratou bem os encarcerados, o que Bolsonaro não faz com o povo. É necessário derrubá-lo..
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Ustra e Bolsonaro assassinos do povo | neemiasprudente.jusbrasil.com.br

Em entrevista que deu ao seu próprio filho Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), através de programa no YouTube, intitulado “O Brasil precisa saber”, no último dia 19 de dezembro, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) voltou a exaltar a figura de um dos maiores torturadores da ditadura militar, o coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra. O torturador que foi o primeiro militar condenado por sequestro e tortura durante a ditadura, mas que jamais chegou a ser preso. Na entrevista Bolsonaro afirmou que os presos políticos do regime militar eram “tratados com toda a dignidade”.

Tal nova e repetida declaração do presidente ilegítimo Jair Bolsonaro, é mais uma demonstração de que, no que depender dele e da dita burguesia “democrática” brasileira (como à que agora a esquerda apoia para a presidência da Câmara, tendo Rodrigo Maia como “aliado”), o Brasil vai ter sim uma nova ditadura aos moldes da imposta pelo golpe militar de 64. O problema para ele é que não há condições objetivas no momento para isso, se ao menos por enquanto, isso pode ser um alento, não significa que ele, os militares e demais golpistas tenham deixado de lado a busca por estas condições.

A declaração e as intenções fascistas do capitão do Exército que chegou à presidência da República como resultado da fraude e do golpe de Estado de 2016, são seus antigos, mas ainda em perspectiva, objetivos.  No final dos anos 90, afirmou em entrevista que o “erro” da ditadura foi “não ter matado 30 mil”. Na votação do processo de abertura do impeachment contra a presidenta Dilma Rousseff em 2016, declarou, ainda, que seu voto a favor era “Pela memória do Coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, o pavor de Dilma Rousseff”.

Ustra esteve à frente da chefia do DOI-Codi do 2º Exército, em São Paulo entre 1970 e 1974, período em que ficou conhecido como Major Tibiriçá. No período que foram registradas ao menos 45 mortes e desaparecimentos forçados no local, de acordo com relatório elaborado pela Comissão Nacional da Verdade (CNV). Ele morreu em 2015, aos 83 anos, sem cumprir pena. Além das dezenas de assassinatos, de acordo com a Comissão de Justiça e Paz da Arquidiocese de São Paulo, Ustra tinha um histórico de uma tortura a cada 60 horas.

Em 2008, Ustra se tornou o primeiro militar a ser reconhecido como torturador pelo Tribunal de Justiça de São Paulo, que deu ganho de causa à Ação Declaratória da família Teles, que o acusava do sequestro e da tortura de César, Maria Amélia, Criméia, Janaína e Edson Teles, estes últimos, eram crianças com apenas 5 e 4 anos respectivamente. A ação teve como  objetivo que o Estado brasileiro declarasse oficialmente que Ustra foi um torturador. A defesa de Ustra apresentou recurso, negado pela Justiça em agosto 2012.

Em junho de 2012, o coronel reformado também foi condenado a indenizar por danos morais a companheira e a irmã de Luiz Eduardo Merlino, morto nas dependências do DOI-Codi em 1971.

Em depoimento à Comissão Nacional da Verdade, em 2013, o militar negou que tivesse cometido algum crime durante o período e acusou a ex-presidenta Dilma Rousseff, cassada pelo golpe, de ter integrado quatro grupos terroristas. À mesma comissão, o ex-sargento do Exército Marival Chaves afirmou que Ustra era “o senhor da vida e da morte” no DOI-Codi.

Em várias outras ocasiões Jair Bolsonaro também referiu-se ao maior torturador de presos políticos durante a ditadura militar como um “herói nacional que evitou que o Brasil caísse naquilo que hoje a esquerda quer”. De acordo com o fascista Jair Bolsonaro, se Ustra é herói nacional, seu exemplo deve ser seguido. E se Ustra torturou para combater o que a esquerda queria naquele momento e ainda quer hoje, portanto Bolsonaro e outros golpistas querem fazer o mesmo hoje contra a esquerda.

Bolsonaro durante a entrevista ainda tece elogios ao livro de Ustra, de título: ”A Verdade Sufocada” onde Ustra afirma e Bolsonaro enfatiza que os encarcerados – não era preso político não, terroristas eram tratados no DOI-CODI de São Paulo, tratados com toda a dignidade, inclusive as presas grávidas”.

O fascista Jair Bolsonaro também voltou a celebrar o golpe militar de 1964, que, segundo ele, “livrou” o Brasil do comunismo, e chamou o momento de “história com H”.

Ao longo dos seus 24 meses de governo, Bolsonaro não apenas deu diversas declarações em defesa da tortura e da ditadura militar, como é o principal incentivador da política de extrema-direita de massacre de índios, sem-terra e presidiários, como foi a sua declaração com deboche sobre a chacina de quase 60 presos na Penitenciária de Altamira no Pará, há 16 meses atrás. A sua política é a mesma da direita “científica”, hoje eles já estão a tratar o povo como vítimas de tortura. A PM é uma milícia fascista assassina, os aparelhos de inteligência espionam e perseguem a população, o ministério da Economia de Paulo Guedes dá dinheiro para os bancos e rouba dos pobres. A partir de Janeiro tiraram o auxílio emergencial para jogar 24 milhões de pessoas na miséria mais completa, sem renda nenhuma; não fornece testes, equipamentos para os hospitais públicos e nem vai fornecer vacina para os doentes de coronavírus.

Tudo isso é a prática fascista sem tirar nem por. A característica central do fascismo é ser um movimento que visa aniquilar as organizações de esquerda (partidos políticos, sindicatos, movimentos populares) com o propósito de reduzir a classe operária e os explorados a uma condição amorfa, sem reação, sujeita a todo tipo de atrocidade e esmagamento para favorecer o grande capital, os exploradores.

É por isso que soa como um verdadeiro atentado contra os explorados, a posição da esquerda de “colocar Bolsonaro na linha”, trabalhar na perspectiva de uma frente ampla com aqueles que foram responsáveis por colocar a extrema-direita à frente do País, os mesmos golpistas que derrubaram Dilma e prenderam Lula, defendem 2022 como se fosse a redenção do povo brasileiro. Diante do desenvolvimento da situação política, dos próprios objetivos de Bolsonaro de aprofundar cada vez mais o estado ditatorial no País, a passividade e a covardia desse esquerda pode abrir um caminho sem volta para o povo brasileiro.

A luta para derrotar o fascismo no Brasil tem que ser retomada, a população já havia apontado o caminho, que a esquerda pequeno burguesa no seu afã eleitoral tratou de esfriar. Fora Bolsonaro é a palavra-de-ordem que mais ecoou pelo País, é hora de retoma-la.

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