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Colômbia
ELN faz “paralisação armada” em resposta ao regime genocida colombiano
Exército de Libertação Nacional (ELN) faz paralisação armada de 72 horas a partir desta sexta-feira.
ELN
Colômbia
ELN faz “paralisação armada” em resposta ao regime genocida colombiano
Exército de Libertação Nacional (ELN) faz paralisação armada de 72 horas a partir desta sexta-feira.
Exército de Libertação Nacional anuncia greve armada em vídeo: Divulgação ELN
ELN
Exército de Libertação Nacional anuncia greve armada em vídeo: Divulgação ELN

O Exército de Libertação Nacional (ELN) anunciou que fará, a partir desta sexta-feira (14/2), uma “paralisação armada” de 72 horas, em protesto ao governo ditatorial que vigora na Colômbia amparado pelos EUA. O ELN advertiu à população a ficar em casa, ou que se limite a atividades que não dependam de transporte terrestre, marítimo ou aéreo. Serão instaladas barricadas em ruas do país. O panfleto distribuído nacionalmente pelo partido informa que pessoas doentes terão permissão de transitar.

Desde o ano passado, o presidente colombiano Ivan Duque encerrou as “negociações de paz” que vinham sendo discutidas entre o governo e a ELN, através do Alto Comissionado pela Paz. Junto com isso, deu-se uma escalada de violência policial e militar contra o partido e suas lideranças indígenas. Em 2019, foram 107 líderes sociais assassinados pelo governo colombiano, segundo a ONU. Só no início de 2019, este número já está em 44, mais de um por dia!

A paralisação armada é uma resposta da ELN a esta política repressiva. A Colômbia é o principal aliado dos EUA na América do Sul, em posição altamente estratégica próxima ao Canal do Panamá, com fronteira para o Equador, a Venezuela e o importante Mar do Caribe. É também um dos países de maior população indígena da região, tendo resistido até hoje à invasão ocidental. Por isso, o povo colombiano é alvo de uma política ostensiva de controle e repressão por parte de países imperialistas, e encontra, na luta armada, sua estratégia de defesa.